O projeto propõe oportunizar palestras e apresentações literárias exclusivamente a estudantes de escolas públicas, selecionando escritores, professores ou especialistas em determinadas áreas da literatura, possibilitando trabalhar as temáticas de uma forma mais dinâmica e consequentemente menos expositiva, técnica ou tradicional. Além de oportunizar e dinamizar o acesso ao acervo das Bibliotecas do Sesc.

 

PROGRAMAÇÃO 2019

Chiquinho Divilas - RAPensando a Educação

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Chiquinho Divilas, Mestre em Diversidade Cultural e Inclusão Social pela Feevale-RS. Formado em Relações Públicas e Pós-graduado em Gestão Estratégica de Pessoas (UCS-RS). Educador social, rapper, poeta e pesquisador.

É por meio da linguagem e dos elementos do Hip Hop que ele acessa escolas públicas e privadas, periferias, penitenciárias e até a zona rural de diversas cidades. Desde 1997 iniciou sua carreira artística como músico no grupo caxiense Poetas Divilas. Nasceu, foi criado e ainda reside na zona oeste de Caxias do Sul.

Já realizou centenas de palestras e este trabalho rendeu prêmios e diversas homenagens do poder executivo e legislativo e em outras entidades como uma forma de reconhecimento pelo trabalho que ele desenvolve.

Hoje, Chiquinho é inspiração para muitos jovens, e tornou-se símbolo do trabalho comunitário e cultural na cidade de Caxias do Sul e no estado do RS, utilizando o rap como material didático dentro da sala de aula e em outros projetos de recuperação social.

Sua história virou inspiração e, em 2016, foi lançado o livro “Poetas Divilas – vida e trajetória do rapper Chiquinho”, que conta o seu envolvimento com o rap, iniciado ainda na adolescência, quando ele e os colegas de escola perceberam que eram tratados assuntos de relevância social nas letras, rimas e batidas da cultura hip hop.

Tema: RAPensando a Educação

Sinopse: Na palestra-show RAPensando a Educação,  Chiquinho fala sobre a cultura hip hop, sua linguagem e seus elementos (grafite – dança – dj – mc – conhecimento). Canta seus próprios raps e recita poesias, promovendo aos envolvidos um espaço de reflexão, contribuindo assim para a ressignificação das identidades, construindo valores, expectativas e sonhos. Chiquinho acredita que a prática das artes do movimento hip hop pode contribuir para o aprendizado educacional, despertando aos participantes o engajamento para o combate às violações aos direitos humanos e a possibilidade de RAPensarmos a educação. Chiquinho convida e incentiva os participantes para compartilharem suas ideias. Seja recitando suas poesias preferidas ou cantando um rap/música, proporcionando a inclusão e o protagonismo. #Orapfala.

Cláudia Gonçalves - A nudez da palavra

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Cláudia Gonçalves é poeta, artista plástica e artesã. Coordenadora de Publicações do Proyecto Cultural Sur/Brasil, Coordenadora do Projeto “Poeta, mostra tua cara na escola” e Assessora de Coordenação do Congresso Brasileiro de Poesia. É membro da Casa do Poeta Rio-Grandense, da Casa do Poeta Camaquense e Cônsul do movimento “Poetas del Mundo”, Porto Alegre – RS. Ministra oficinas [talleres _workshops] em bienais, feiras de livros, escolas, ONGs e centros culturais, além de compor o movimento “Poetas Pela Paz e Justiça Social”. Em sua trajetória poética, tem algumas parcerias musicais, participou de mais de quarenta antologias, tem poemas publicados em vários sites jornais, revistas, e-books, entre outros. Muitos foram traduzidos para o inglês, o italiano o espanhol e o francês. Tem trabalhos publicados em Portugal, Moçambique, Argentina, Peru, Colômbia e Chile. Livros: “entrelinhas” Edição artesanal da Fábrica de Cataventos – MG/ 2011; “cerne” Editora PCSUR – RS/ 2015; “nanico” mini livro de microcontos, Edição artesanal ArtNano – RS/2018.

Tema: A nudez da palavra

Sinopse: A poesia precisa comover de alguma forma – despertar emoções, enlevar. Assim, fazendo valer cada momento. Já dizia Ferreira Gullar: “A arte existe porque a vida não basta”. O recital “A nudez da palavra” é baseado no livro “cerne”, de Cláudia Gonçalves. Fala de poetas, o fazer poético, o amor e sua desconstrução. Na sequência, uma leitura de poemas dos poetas: Affonso Romano de Sant’Anna, Marina Colasanti e Ferreira Gullar. Finalizando com o poema – livro “Estatutos do Homem”, em que o poeta Thiago de Mello sugere ao leitor o desafio de continuar acreditando e lutando para manter viva a chama da esperança de um futuro promissor.

Gustavo Melo Czekster - A Literatura Fantástica entre super-heróis e magos

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Gustavo Melo Czekster é mestre em Letras, Área da Literatura Comparada, pelo Instituto de Letras da UFRGS. Atualmente está cursando o Doutorado em Escrita Criativa da PUCRS. É autor dos livros de contos “O homem despedaçado”, lançado em 2011 pela Editora Dublinense, e “Não há amanhã”, lançado em 2017 pela Editora Zouk, obra que lhe rendeu o prêmio Açorianos de melhor livro de contos de 2017, o prêmio da Associação Gaúcha de Escritores de Melhor Livro de Contos de 2017 e Livro do Ano de 2017 e o prêmio Minuano de Literatura, categoria contos. Além disso, o livro foi finalista do prêmio Jabuti 2018 de melhor livro na categoria conto. É palestrante em escolas e universidades e também escreve resenhas literárias para sites e jornais nacionais.

Tema: A Literatura Fantástica entre super-heróis e magos

Sinopse: Uma das funções da literatura, além de instruir, também é entreter os leitores e fazer eles se perderem em um mundo muito diferente daquele em que vivemos, dotado (ou não) de criaturas mágicas, repleto de objetos e situações que não existem na nossa realidade, um mundo em que o leitor pode ser herói ou heroína. Nos últimos anos, a literatura fantástica está sendo cada vez mais consumida por jovens, influenciados pelos efeitos especiais no cinema, pelo compartilhamento de “fanfictions” na internet e pelas séries de televisão. A palestra tem como objetivo traçar os diversos tipos de literatura fantástica, apresentando novos autores e livros, tratando, entre outros temas, de livros relacionados à magia (a série “Harry Potter”), de distopias (desde  as clássicas, como “1984”, até as distopias juvenis, caso de “Jogos Vorazes”), de universos ficcionais (“O Senhor dos Anéis” e “Guerra dos Tronos”), de mitologia dentro de livros (a série “Percy Jackson”), de steampunk, de “espada-e-magia” e de outros gêneros fantásticos. Utilizando o conhecimento dos jovens sobre as versões cinematográficas, pretende-se abrir o leque de opções e mostrar outros livros, inclusive de autores nacionais e locais, que abordam o assunto e podem servir de estímulo para novas leituras.

Jairo Klein - “EU, PESSOA E OS OUTROS EUS”

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Jairo Klein atua desde 1982, na cidade de Porto Alegre, pelo interior do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Brasília e Florianópolis. Participou de vários projetos culturais nas áreas de teatro, dança e cinema. Faz parte do grupo CIA. PALAVRA&ATO, grupo TEATROFÍDICO/Usina do Gasômetro e NAQ – Núcleo de Atuação Quimera, onde desenvolve pesquisas cênicas, projetos culturais e Arte Educação. O ator tem em sua trajetória a pesquisa de 20 anos sobre a obra e linguagem do poeta Fernando Pessoa e seus heterônimos realizando assim, o espetáculo “EU, PESSOA E OS OUTROS EUS”. Dentre os diversos prêmios recebidos, destaca-se Prêmio Troféu Fernando Pessoa/2008 – Instituto Cultural Português.

Tema: “EU, PESSOA E OS OUTROS EUS”

Sinopse: EU, PESSOA E OS OUTROS EUS é uma apresentação literária que dá vida e voz à obra de Fernando Pessoa, poeta português, e aos seus heterônimos mais conhecidos: 

Alberto Caeiro – Seu mestre e poeta da natureza; Ricardo Reis – das Odes, clássico, pagão, existencialista radical; Álvaro de Campos – o poeta das sensações.

Na apresentação é possível verificar a passagem nítida e múltipla por cada um dos heterônimos de Fernando Pessoa num jogo dinâmico e vibrante de um personagem vivo com texto fluente e atrativo, revelando o universo real e metafísico do autor.

O ator Jairo Klein possui 35 anos dedicados ao Palco e 30 de Pesquisa sobre a Obra do poeta. 

Lélia Almeida - Os contos de mistério de Lygia Fagundes Telles

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Lélia Almeida fez mestrado em Literatura Brasileira pela UFRGS e seu doutorado em Literatura da América Latina na Argentina. Estreou na literatura com o romance Antônia, em 1987. Ganhou o Prêmio Açorianos de 2013, na categoria narrativa longa, com seu romance O amante alemão.

Foi professora universitária na UNISC por 16 anos, atuando na área da Teoria Literária e Literatura Brasileira onde, pelo menos duas vezes por ano, ao longo deste período, trabalhou com os alunos a narrativa de Lygia Fagundes Telles, entre outras autoras. E, tanto no Centro de Estudos Brasileiros em Barcelona, como em Mendoza ministrou cursos sobre Literatura de autoria feminina – Lygia Fagundes Telles, aqui incluída -, num programa de difusão da nossa cultura, via Itamaraty, nestes países.

Tema: Os contos de mistério de Lygia Fagundes Telles

Sinopse: Convidamos à reflexão crítica sobre os conceitos do Fantástico, Realismo Mágico, Horror, Terror e Fantasia, identificando as características destas narrativas, – a presença do duplo, das metamorfoses, dos animais, etc. – entender suas origens e porque, em determinados momentos da história do mundo esta corrente literária se destaca com força e renovação. Pretende também conhecer alguns autores brasileiros importantes desta área e conhecer, mais especificamente, alguns contos da obra da contista e romancista Lygia Fagundes Telles. A partir da coletânea publicada em 2011 pela Companhia das Letras “Histórias de Mistérios”, vamos analisar, entre outros, além dos reunidos neste volume, os contos “A caçada”, “As formigas”, “Natal na barca”, “O jardim selvagem”, “Lua crescente em Amsterdã” e “Onde estiveste de noite?”.

Uma questão importante a ser analisada é a apresentada pela perspectiva de gênero que observa de que maneira as autoras mulheres se apropriam de uma tradição literária, essencialmente masculina, e criam uma maneira de contar estas histórias e seus mistérios a partir de suas experiências específicas e suas próprias interpretações do mundo. Trazendo à público novas possibilidades de leitura sobre este gênero literário e inovações originais e questionadoras da cultura patriarcal.