É um projeto temático direcionado para a identificação e o resgate da memória da música brasileira. Incentiva novas práticas e novos hábitos de apreciação de música de concerto e de tradição oral, promovendo apresentações de caráter essencialmente acústico, que valorizam a autenticidade sonora das obras e de seus intérpretes.

É realizado em espaços do Sesc e de parceiros em cidades previamente aprovadas em Projeto Nacional. No Rio Grande do Sul, o Circuito é realizado em formato de Mostra.

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Sobre

O Sonora Brasil Sesc é promovido pelo Sesc e já alcançou 750 mil pessoas, com 6.098 concertos, de 85 grupos, em mais de 150 cidades brasileiras. Ao todo, 431 músicos já se apresentaram no circuito, que a cada biênio aborda duas temáticas diferentes e promove a circulação dos artistas por todas as regiões brasileiras.

O projeto tem como objetivo difundir a diversidade da música brasileira a partir de recortes temáticos que abordam aspectos de seu desenvolvimento. Neste ano, devido à Covid-19, todas as atividades serão realizadas de forma virtual.

Mostra Sonora Brasil

Com os temas “Líricas femininas: a presença da mulher na música brasileira” e “A música dos povos originários do Brasil”, a 7ª Mostra Sonora Brasil em Porto Alegre traz uma programação virtual e gratuita para valorizar o espaço da mulher na música brasileira e a história e a riqueza da arte indígena.

De 22 a 24 de setembro, serão realizados espetáculos e ações formativas, com exibição no YouTube do Sesc/RS. 

22/09 (Quarta-feira) :: 15h :: Exibição do documentário “Ka’Aguy Rupa” e webinar “Trajetória Audiovisual Coletivo Kuery”

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Exibição do documentário “Ka’Aguy Rupa” 

Gênero: Documentário

Ano: 2017

Duração: 28min

Sinopse: A mata (Ka’aguy) é condição para a existência dos Mbyá-Guarani. Por isso o coletivo audiovisual de jovens mbyá Comunicação Kuery decidiu fazer um documentário sobre a Ka’aguy, ouvindo a sabedoria dos mais velhos, registrando as aldeias onde vivem no Rio Grande do Sul e falando sobre sua importância para a alimentação, a medicina, o artesanato e a espiritualidade de seu povo.


Webinar “Trajetória Audiovisual Coletivo Kuery”

Comunicação Kuery é um coletivo de comunicação Mbyá-Guarani que surgiu em 2011, a partir da necessidade, apontada pelas lideranças indígenas, de registrar a vida e o cotidiano nas aldeias impactadas pelas obras de duplicação da BR-116, no trecho entre Guaíba e Pelotas, no Rio Grande do Sul.

Mediação: Marcus Wittmann (doutorando em Antropologia Social pelo Museu Nacional/UFRJ, mestre em Antropologia Social pela UFRGS, formado em História (Licenciatura e Bacharelado) pela PUCRS. Desde 2016, atua como organizador e curador do coletivo Tela Indígena, produzindo mostras de cinema, podcasts, exibições fotográficas e de arte, filmes indígenas e outros projetos culturais)

Palestrante: Gérson Gomes (Karaí Jekupé) – cineasta Mbyá-Guarani, especializado em direção e montagem, cuja trajetória se inicia em 2011,ao integrar o grupo Comunicação Kuery, formado por diversos Mbyá-Guarani do Rio Grande do Sul e focado em filmar e preservar as tradições e visão indígena. Eles produziram, juntos, uma série de curtas-metragens sobre a tradição Guarani, como “Ka’Aguy Rupa” (2018), “Jeguatá Tenonde Reko” (2016) e “Onhepyru” (2015), além de produzirem curtas e vídeos das atividades desenvolvidas no Programa de Apoio às Comunidades Mbyá-Guarani no Âmbito das Obras de Duplicação da Rodovia BR-116/RS (2014-2015))

Inscrições: são gratuitas e podem ser feitas até 22 de setembro. Clique aqui para se inscrever.

22/9 (Quarta-feira) :: 20h :: Documentário musical do Grupo Teko Guarani, do povo Mbyá-Guarani

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O grupo Teko Guarani está localizado na Aldeia Tekoa Anhetenguá, na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, onde vivem 16 famílias Mbyá-Guarani. É um coral infanto-juvenil que tem por característica a força e o brilho vocal.  Utilizam o mbaraká, um violão com cinco cordas, em que cada uma representa uma divindade Mbyá: Tupã, Kuaray, Karaí, Jakairá e Tupã Mirim. O ravé (violino/rabeca) possui três cordas e segundo alguns relatos é um instrumento de invenção indígena, posteriormente aperfeiçoado pelos juruá (não indígenas). O mbaraká miri (chocalho) e o angu’á pú (tambor) têm funções primordiais na sustentação do andamento e ritmo musicais, além da importância no estabelecimento da conexão com as divindades.

Integrantes: Cacique José Cirilo Pires Morínico, Maria Eugênia Ramos, Patricia Ramos Morinico, Verá Mirim Nunes Morinico, Jerá Mirim Duarte Morinico, Arnildo Gonçalves, Joanita Espindola Gonçalves, Estela Espindola Gonçalves, Maria de Fátima Morinico, Valentina Morinico e Sérgio Ramos Morinico.

Exibição: YouTube do Sesc/RS.

23/9 (Quinta-feira) :: 15h :: Webinar “Transversalidades Contemporâneas da Arte Indígena”

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Mediação: Eduardo Schaan (formado em Letras, é mestre em Antropologia Social pela UFRGS. Foi ministrante de oficinas e curador da Mostra Fotográfica Ore Reko Regua. Co-diretor do curta-metragem “Um Corpo São”. Trabalhou na equipe de curadoria e produção da I e II Mostra Tela Indígena)

Participantes:

Vãngri Kaingang: artista plástica com ênfase no grafismo e na ilustração que retrata a indigeneidade do brasileiro, especialmente do povo Kaingang. Realizou trabalhos gráficos indígenas para a Rede Globo entre 2010 e 2011. Atualmente, realiza oficinas de tecelagem para aldeias indígenas do Rio Grande do Sul.

Ariel Kuaray Ortega: cineasta indígena da etnia Mbyá-Guarani. Atualmente, mora na Aldeia Ko’enju, em São Miguel das Missões (RS). Integra o Coletivo Mbyá-Guarani de Cinema, que foi criado em 2007 durante a primeira oficina de vídeo realizada nesse contexto.

Patrick Oderiê: indígena da etnia Charrúa, não-binárie, produtor  musical e audiovisual. É ARTivista pela transmissão das narrativas dos povos originários, usando do corpo-território como instrumento da expressão da sua ancestralidade, abordando uma linguagem anti-colonial e anti-racista para levar informação e retomar os territórios, saberes e tecnologias dos povos.

Inscrições: são gratuitas e podem ser feitas até 22 de setembro. Clique aqui para se inscrever.

23/9 (Quinta-feira) :: 20h :: Documentário Musical do Grupo Nóg Gã, do Povo Kaingang

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O grupo Nóg Gã é composto por indígenas de diversas aldeias Kaingang da região de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Os Kaingangs habitam o Sul e o Sudeste do Brasil há séculos. Através das pinturas corporais, utilizando linhas e formas circulares, é possível identificar quem são os KAMÉ (marcas compridas) e os KAIRÚ (marcas redondas). Esta distinção definirá as formas de relacionamentos e contato entre as duas partes. Os Kaingang possuem característica aguerrida e seus ritos envolvem a realização de movimentos coreografados e um contexto musical cíclico. A língua Kaingang pertence ao tronco linguístico macro-jê. Durante a apresentação, os Kaingangs utilizarão lanças de guerra como instrumento percussivo. Em contato ao chão, realizam simbolicamente uma demarcação e embasam ritmicamente as marcas coreográficas.

Integrantes: Jose Vergueiro, Gilson Ferreira, Nilceu dos Santos, Darlei Pedro e Alvaro de Paula

Exibição: YouTube do Sesc/RS.

24/9 (Sexta-feira) :: 15h :: Webinar “Sonoridades Sulinas”

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A doutora em etnomusicologia, musicista e compositora Clarissa Ferreira irá apresentar os resultados de suas pesquisas de criação artística e pesquisa, que investigam as representações de identidade a partir da música regional gaúcha no ambiente cultural dos festivais nativistas e no mercado fonográfico atual independente. Serão levantadas questões como: as formas que são desenvolvidos os ritmos do prata nas composições atuais gaúchas; as representações das mulheres na música gaúcha; o papel da arte e da cultura na formação das identidades e comportamentos sociais; a mídia e as políticas culturais nas formações das identidades regionais; e o papel do cientista pesquisador de cultura e do artista na atualidade. No encerramento, será realizado um pocket show com composições autorais de Clarrisa, que trazem reflexões sobre a cultura regional e representações ressignificadas sobre o feminino na tradição gaúcha.

Mediação: Andressa Pagnussat de Quadros, agente de Cultura e Lazer Sesc Passo Fundo. Bacharel em Comunicação Social – Habilitação em Rádio, TV e Vídeo. Especialista em Cultura e Comunicação. Gestora e Produtora Cultural, há mais de 20 anos. Palestrante e avaliadora de concursos culturais do MTG e avaliadora de editais públicos de cultura de Passo Fundo.

Participante: Clarissa Ferreira (violinista xucra cyborg, etnomusicóloga, pesquisadora e compositora de Bagé. Bacharela em violino (UFPEL), mestra (UFRGS) e doutora (UNIRIO) em Etnomusicologia. Musicista de formação violinística eurocêntrica que se desgarrou para buscar outras formas de compreender o instrumento.

Inscrições: são gratuitas e podem ser feitas até 22 de setembro. Clique aqui para acessar.  

24/9 (Sexta-feira) ::18h :: Webinar “Narrativas Musicais Contemporâneas”

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A atividade propõe a discussão sobre processos de criação e produção musical, abordando as formas como cada convidada produz e os elementos importantes nessa construção. As artistas participantes do Webinar representam no contexto atual a diversidade de olhares e saberes. Nesse sentido, o encontro visa explorar e entender a partir dessas trajetórias, experiências e suas transversalidades com tecnologias, os caminhos do fazer musical contemporâneo.

Mediação: Isabel Nogueira (Bel_Medula é compositora, performer, produtora musical e musicóloga. É doutora em Musicologia pela Universidade Autônoma de Madri e professora da UFRGS, onde coordena o Grupo de Pesquisa Sônicas: Gênero, Corpo e Música. Tem diversos álbuns de música experimental, entre eles, o álbum de canções “PeleOsso”. Escreve sobre metodologias feministas na pesquisa artística.

Participantes:

Negra Jaque: rapper, compositora, apresentadora, produtora cultural e mestranda em Arte e Educação na UFRGS. Hoje a artista prepara seu quarto projeto musical, denominado “Qu4rto”, e coordena o Galpão Cultural Casa de Hip Hop de Poa.

Saskia: compositora, cantora e artista multipotente. Apresenta composições e beats autorais, com referências de diferentes gêneros sonoros, mistura que forma o que podemos chamar de música ácida.

Viridiana: graduada do curso de Música Popular do Instituto de Artes da UFRGS, é instrumentista, cantora e produtora musical. Lançou em 2019 seu primeiro projeto autoral, o Viridiana, em que trabalha com a tecnologia como experimentação e lugar de contação das próprias histórias através da música.

Inscrições: são gratuitas e podem ser feitas até 22 de setembro. Clique aqui para se inscrever.

24/9 (Sexta-feira) :: 20h :: Documentário Musical “Líricas Sulinas”

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O espetáculo Líricas Sulinas apresenta uma releitura dos signos sonoros identitários rio-grandenses a partir de um grupo de musicistas contemporâneas, representantes e identificadas com as múltiplas possibilidades do pertencer nessa terra. Em seus repertórios, cantam e tocam suas corporalidades, seus pertencimentos e suas relações com o território, perpassando por vezes de forma crítica a cultura patriarcal tão enraizada e tomando para si linguagens e narrativas outrora veladamente intocadas. Com sonoridade híbrida a partir dessa possível amálgama de códigos culturais, formam o relevo por onde brotam as vozes de muitas eras, evocando as mulheres que vieram antes, vislumbrando o presente e tecendo nossas possibilidades de ser e pertencer. O espetáculo é composto por Clarissa Ferreira (voz e violino), Ana Matielo (voz e violão), Nina Fola (voz, sopapo e berimbau), Adriana de Los Santos (acordeom) e Emily Borghetti (voz, bombo leguero, castanholas e sapateado).

Exibição: YouTube do Sesc/RS.

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