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Sonora Brasil Sesc encerra circulação de “Cantos de Trabalho” no RS
Público de mais de 5 mil pessoas acompanhou as 40 apresentações do Sonora Brasil
Pelotas: É hoje (16/11) a apresentação do Sonora Brasil Sesc
“Quebradeiras de Coco Babaçu” (MA) é atração musical na Bibliotheca Pública Pelotense
Quebra de coco babaçu é tema do último circuito do Sonora Brasil Sesc 2016
Apresentações passarão por nove cidades a partir do dia 12 de novembro

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Sonora Brasil

Sonoros Ofícios - Cantos de Trabalho é o tema do Projeto Sonora Brasil Sesc de 2016 nas regiões Sul e Sudeste. Em sua 19ª edição (2015/2016), a iniciativa traz ao Rio Grande do Sul, de julho a novembro, uma série de apresentações musicais e atividades formativas.

Ao todo, dez cidades gaúchas recebem espetáculos e palestras, que serão todos gratuitos: Canoas, Montenegro, Camaquã, Pelotas, Alegrete, Santa Rosa, Ijuí, Carazinho, Passo Fundo e Porto Alegre.

Na programação de 2016, o projeto traz ao RS quatro circuitos relacionados aos Cantos de Trabalho com os grupos “Cantadeiras do Sisal e Aboiadores de Valente” (Bahia), “Destaladeiras de Fumo de Arapiraca e Mestre Nelson Rosa” (Alagoas), “Ilumiara” (Minas Gerais) e “Quebradeiras de Coco Babaçu” (Maranhão). Com isto, o Sonora Brasil cumpre a missão de difundir o trabalho de artistas que se dedicam à construção de uma obra não comercial. A formação de plateia é o que se busca por meio do contato do público com a qualidade e a diversidade da música, estimulando o olhar crítico sobre a produção e os mecanismos de difusão da música no País.

O projeto procura despertar um olhar crítico sobre a produção e sobre os mecanismos de difusão da música no País, incentivando novas práticas e novos hábitos de apreciação musical, promovendo apresentações de caráter essencialmente acústico, que valorizam a autenticidade sonora das obras e de seus intérpretes. Mais informações podem ser obtidas junto à Unidade do Sesc de cada município e pelo site www.sesc-rs.com.br/sonorabrasil.

Promovido pelo Sesc, o Projeto Sonora Brasil Sesc é considerado o maior do País em circulação musical e, em 2015 promoveu 430 concertos em mais de 120 cidades brasileiras. O Sonora Brasil cumpre a missão de difundir o trabalho de artistas que se dedicam à construção de uma obra não comercial. A formação de plateia é o que se busca por meio do contato do público com a qualidade e a diversidade da música, estimulando o olhar crítico sobre a produção e os mecanismos de difusão da música no país. Todas as apresentações são essencialmente acústicas, valorizando qualidade sonora das obras e de seus intérpretes. Desde a sua primeira edição, em 1998, já passaram pelo projeto cerca de 80 grupos em mais de 3.900 apresentações por todo o País, alcançando um público superior a 520 mil espectadores. No Rio Grande do Sul, as atividades do Sonora Brasil integram a agenda do Arte Sesc – Cultura por toda parte.


"Veja catálogo desta edição do Sonora brasil Sesc."

Programação



Sobre os Grupos


“Destaladeiras de Fumo de Arapiraca e Mestre Nelson Rosa” (Alagoas)

Grupo formado por cinco mulheres da região de Sítio Fernandes, município de Arapiraca, na zona rural do agreste alagoano, e Nelson Rosa, mestre de coco de roda reconhecido como patrimônio vivo do estado de Alagoas. O cultivo do fumo foi a principal atividade econômica por mais de cinco décadas em Arapiraca. As mulheres trabalhavam horas a fio sentadas no chão nos “salões de fumo”, destalando e selecionando as folhas ao som de cantigas entoadas para espantar o sono durante as madrugadas. Os cantos das destaladeiras são entoados em várias vozes, com uma só voz no improviso dos versos geralmente tirado pelas líderes do salão; são em forma de trovas rimadas e têm como característica serem arrastados e sem acompanhamento instrumental.

O grupo traz no repertório, além das canções tradicionalmente entoadas na rotina laboral da destalação, cantigas de barreiro e tapagens de casa, os rojões de eito entoados nas tarefas da roça e o pagode, música que embalava as festas em que a comunidade comemorava o chamado derradeiro dia de fumo, no encerramento da safra. O grupo é formado por Josefa Correia Lima dos Santos, Isabel Cipriano dos Santos, Regineide Rosa dos Santos, Rosália Gomes dos Santos e Rosinalva Farias dos Santos, além de Mestre Nelson Rosa.



“Cantadeiras do Sisal e Aboiadores de Valente” (Bahia)

A cidade de Valente está situada no nordeste da Bahia, a 240 quilômetros de Salvador, na principal região produtora de sisal do País. As cantadeiras do sisal são mulheres que trabalharam por muito tempo nas várias etapas de produção da fibra, desde o plantio até a fabricação dos produtos derivados, e que hoje são artesãs, ofício que aprenderam a partir de projetos desenvolvidos na região. O repertório das cantadeiras, entoado em grupo durante a produção do artesanato, é formado por cantigas conhecidas desde a infância e outras de uma memória mais recente que tratam de questões cotidianas e fazem alusão a particularidades da produção sisaleira.

O grupo é formado por Izabel, Alda, Ivamarcia, Carminha, Marisvalda e Cássia. Na região também se concentram fazendas dedicadas à agropecuária bovina e caprina, o que justifica a presença de aboiadores. Ailton Aboiador e Ailton Jr., pai e filho, são aboiadores reconhecidos na região. O pai trabalhou por muitos anos na lida com o gado, transportando boiadas pelos campos do semiárido baiano. O aboio “pé duro” foi sua ferramenta de trabalho e as toadas foram sua companhia das horas de descanso no campo. O filho, desde criança acompanhava seu pai na lida com o gado e já na adolescência formava dupla cantando aboios e toadas.



“Ilumiara” (Minas Gerais)

O Ilumiara é formado por cinco músicos da cidade de Belo Horizonte que também atuam como pesquisadores, sendo o único dos quatro grupos que não está relacionado a uma prática da tradição. Além das músicas apresentadas, o grupo traz em seu espetáculo a contextualização histórico-social dos cantos de trabalho no Brasil. Sua apresentação levará ao público um repertório de cantos de trabalho recolhidos da tradição, diretamente em suas fontes, ou a partir de registros de pesquisadores pioneiros como Mário de Andrade, Oswaldo de Souza e Ayres da Mata Machado.

O grupo interpreta vissungos, cantigas de ninar, canto de lavadeiras, entre outros, em arranjos elaborados a partir de uma visão estética contemporânea. O Ilumiara é formado por Alexandre Gloor, Carlinhos Ferreira, Leandro César, Letícia Bertelli e Marcela Bertelli.



“Quebradeiras de Coco Babaçu” (Maranhão)

O grupo é formado por oito mulheres que trabalham na quebra do coco babaçu desde a infância e hoje também exercem o importante papel de liderança na defesa e valorização do trabalho das quebradeiras, na preservação e na garantia de acesso às áreas de ocorrência da palmeira do babaçu. Atuam politicamente por meio da Associação em Áreas de Assentamento no Estado do Maranhão (Assema) e do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), que está sediado em São Luís e engloba seis regionais organizadas em três municípios maranhenses e outros três localizados no Piauí, em Tocantins e no Pará. A prática do canto durante a quebra do coco e durante a caminhada para os babaçuais é uma experiência que trazem desde a infância, quando acompanhavam os mais velhos, geralmente mães e avós, na lida diária. Antigamente o repertório era simplório e narrava fatos do cotidiano ou aludiam ao universo infantil através de cantigas de roda, algumas facilmente reconhecidas por estarem presentes na maior parte do País. Mas o repertório atual está diretamente relacionado à luta política.

A criação do grupo ocorreu em 2004, sua formação reflete a abrangência geográfica do trabalho desenvolvido pelo Movimento das Quebradeiras contando com a participação de representantes das seis regiões onde a instituição possui representação. São elas: Dora, Moça e Silena, de Lago do Junco (MA); Nice, de Penalva (MA); Dijé, de São Luís Gonzaga (MA); Iracema, de São Domingos do Araguaia (PA); Francisca Lera, de Esperantina (PI); e Nonata, de São Miguel (TO).



3ª Mostra Sonora Brasil em Porto Alegre

Período: 16 a 20 de agosto de 2016
Local: Teatro do Sesc Centro (Av. Alberto Bins, 665)
Ingressos: Todas as apresentações têm entrada franca, mediante retirada antecipada de ingressos no SAC do Sesc Centro.
Inscrições para a oficina: Limitadas e gratuitas pelo e-mail culturacentro@sesc-rs.com.br até 18 de agosto ou até alcançar o limite de 30 participantes. Informações: (51) 3284-2072.


16/08 – Terça-feira

20h – Destaladeiras de Fumo de Arapiraca e Mestre Nelson Rosa (AL)



17/08 – Quarta-feira

20h – Cantadeiras do Sisal e Aboiadores de Valente (BA)



18/08 – Quinta-feira

20h – Ilumiara (MG)



19/08 – Sexta-feira

20h – Quebradeiras de Coco Babaçu (MA)



20/08 – Sábado

14h30 às 17h30 – Oficina “No Balanço da Peneira” - Cia Cabelo de Maria (SP)

Sinopse: Na oficina são apresentadas diversas cantigas, sempre propondo que o grupo crie os seus próprios versos para encaixá-los nas melodias cantadas. Além de apresentar uma série de ritmos e estilos da música regional brasileira, a oficina apresenta versos e cantigas de domínio público, aproximando os inscritos de um material tão vasto e rico quanto desconhecido. Também mostraremos as coreografias e movimentos dos cantos de trabalho, unindo a voz ao corpo e proporcionando assim uma vivência integral aos presentes. A rapidez de raciocínio na criação de versos próprios (que precisam ser criados no tempo de um refrão de música), a rima, a afinação, o ritmo, a coordenação motora, a memória, todos esses elementos estão contemplados na oficina “No Balanço da Peneira”. Carga horária: 3h. Número de participantes: 30 participantes. Inscrições devem ser feitas pelo e-mail culturacentro@sesc-rs.com.br e informações pelo (51) 3284-2072.



19h – Espetáculo “Cantos de Trabalho”, Cia Cabelo de Maria (SP)

Sinopse: Renata Mattar integrante do grupo viajou por diversas localidades de diferentes regiões do Brasil buscando comunidades que ainda trabalhassem em mutirão e que utilizassem a música na lida. O espetáculo "Cantos de Trabalho" surge a partir das canções registradas em campo. Musicalmente, os arranjos privilegiam o formato acústico, passeando por uma variada gama de estilos e ritmos regionais brasileiros. As vozes femininas vêm em primeiro plano, auxiliadas pelos cantos e contracantos do violão, da viola caipira e do violino. A percussão é feita com instrumentos convencionais e com os próprios objetos utilizados na lida.


Sonora Brasil “Sonoros Ofícios - Cantos de Trabalho”


Circuito 1: “Cantadeiras do Sisal e Aboiadores de Valente” (BA)
05/08: Canoas
06/08: Montenegro
07/08: Camaquã
08/08: Pelotas
10/08: Alegrete
11/08: Santa Rosa
12/08: Ijuí
13/08: Carazinho
14/08: Passo Fundo


Circuito 2: “Destaladeiras de Fumo de Arapiraca e Mestre Nelson Rosa” (AL)
04/09: Canoas
05/09: Montenegro
06/09: Camaquã
08/09: Pelotas
10/09: Alegrete
11/09: Santa Rosa
12/09: Ijuí
13/09: Carazinho
14/09: Passo Fundo


Circuito 3: “Ilumiara” (MG)
16/10: Canoas
17/10: Montenegro
18/10: Camaquã
19/10: Pelotas
21/10: Alegrete
22/10: Santa Rosa
23/10: Ijuí
24/10: Carazinho
25/10: Passo Fundo


Circuito 4: “Quebradeiras de Coco Babaçu” (MA)
12/11: Canoas
13/11: Montenegro
14/11: Camaquã
16/11: Pelotas
18/11: Alegrete
19/11: Santa Rosa
20/11: Ijuí
21/11: Carazinho
22/11: Passo Fundo

Mais informações:

Sesc Alegrete
Rua dos Andradas, 71 – Fone (55) 3422-2129

Sesc Camaquã
Rua Marcírio Dias Longaray, 01 – Fone (51) 3671-6492

Sesc Canoas
Av. Guilherme Schell, 5340 – Fone (51) 3456-2013

Sesc Carazinho
Rua Flores da Cunha, 1224 – Fone (54) 3331-2451

Sesc Ijuí
Rua Crisanto Leite, 202 – Fone (55) 3332-7511

Sesc Montenegro
Rua Capitão Porfírio, 2225 – Fone (51) 3649-3429

Sesc Passo Fundo
Av. Brasil, 30 – Fone (54) 3313-4318

Sesc Pelotas
Rua Gonçalves Chaves, 914 – Fone (53) 3225-6093

Sesc Santa Rosa
Rua Concórdia, 114 – Fone (55) 3512-6044

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