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Grupos gaúchos na Mostra Nacional do Sonora Brasil 2021

Data: 22/10/2021

Local: Canal do Sesc/RS no YouTube (www.youtube.com/sescrs)

Programação:

 

18h30 – Documentário Musical do Grupo Nóg Gã, do Povo Kaingang (São Leopoldo/ RS)

O grupo Nóg Gã é composto por indígenas de diversas aldeias Kaingang da região de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Os Kaingangs habitam o Sul e o Sudeste do Brasil há séculos. Através das pinturas corporais, utilizando linhas e formas circulares, é possível identificar quem são os KAMÉ (marcas compridas) e os KAIRÚ (marcas redondas). Esta distinção definirá as formas de relacionamentos e contato entre as duas partes. Os Kaingang possuem característica aguerrida e seus ritos envolvem a realização de movimentos coreografados e um contexto musical cíclico. A língua Kaingang pertence ao tronco linguístico macro-jê. Durante a apresentação, os Kaingangs utilizarão lanças de guerra como instrumento percussivo. Em contato ao chão, realizam simbolicamente uma demarcação e embasam ritmicamente as marcas coreográficas.

Integrantes: Jose Vergueiro, Gilson Ferreira, Nilceu dos Santos, Darlei Pedro e Alvaro de Paula

 

19h10 – Documentário Musical do Grupo Teko Guarani, do Povo Mbyá-Guarani (Porto Alegre/ RS)

O grupo Teko Guarani está localizado na Aldeia Tekoa Anhetenguá, na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, onde vivem 16 famílias Mbyá-Guarani. É um coral infanto-juvenil que tem por característica a força e o brilho vocal.  Utilizam o mbaraká, um violão com cinco cordas, em que cada uma representa uma divindade Mbyá: Tupã, Kuaray, Karaí, Jakairá e Tupã Mirim. O ravé (violino/rabeca) possui três cordas e segundo alguns relatos é um instrumento de invenção indígena, posteriormente aperfeiçoado pelos juruá (não indígenas). O mbaraká miri (chocalho) e o angu’á pú (tambor) têm funções primordiais na sustentação do andamento e ritmo musicais, além da importância no estabelecimento da conexão com as divindades.

Integrantes: Cacique José Cirilo Pires Morínico, Maria Eugênia Ramos, Patricia Ramos Morinico, Verá Mirim Nunes Morinico, Jerá Mirim Duarte Morinico, Arnildo Gonçalves, Joanita Espindola Gonçalves, Estela Espindola Gonçalves, Maria de Fátima Morinico, Valentina Morinico e Sérgio Ramos Morinico.

 

20h – Documentário Musical “Líricas Sulinas”

O espetáculo Líricas Sulinas apresenta uma releitura dos signos sonoros identitários rio-grandenses a partir de um grupo de musicistas contemporâneas, representantes e identificadas com as múltiplas possibilidades do pertencer nessa terra. Em seus repertórios, cantam e tocam suas corporalidades, seus pertencimentos e suas relações com o território, perpassando por vezes de forma crítica a cultura patriarcal tão enraizada e tomando para si linguagens e narrativas outrora veladamente intocadas. Com sonoridade híbrida a partir dessa possível amálgama de códigos culturais, formam o relevo por onde brotam as vozes de muitas eras, evocando as mulheres que vieram antes, vislumbrando o presente e tecendo nossas possibilidades de ser e pertencer.

Integrantes: Clarissa Ferreira (voz e violino), Ana Matielo (voz e violão), Nina Fola (voz, sopapo e berimbau), Adriana de Los Santos (acordeom) e Emily Borghetti (voz, bombo leguero, castanholas e sapateado).