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Três documentários gaúchos fazem parte da Mostra Nacional do Sonora Brasil 2021

Exibição ocorrerá no dia 22 de outubro, a partir das 18h30, no YouTube do Sesc/RS

Dois grupos indígenas e um feminino irão representar o Rio Grande do Sul na Mostra Nacional do Sonora Brasil Sesc 2021, que acontece de forma virtual entre 19 de outubro e 12 de novembro e contará com a participação de artistas de 21 Estados brasileiros e do Distrito Federal. As apresentações gaúchas serão transmitidas no canal do Sesc/RS no YouTube (www.youtube.com/sescrs), no dia 22 de outubro, a partir das 18h30. Serão exibidos os documentários musicais do Grupo Nóg Gã, do Povo Kaingang, de São Leopoldo; do Grupo Teko Guarani, do Povo Mbyá-Guarani, de Porto Alegre; e “Líricas Sulinas”, composto por mulheres que apresentam uma releitura dos signos sonoros identitários rio-grandenses.

O Sonora Brasil é um projeto que tem o objetivo de mostrar ao público brasileiro as mais diversas manifestações culturais do país. Por meio de apresentações musicais acústicas e comentadas, são mapeados projetos de territórios isolados e interiorizados até as novas experiências contemporâneas de fruição musical, ampliando assim a percepção sobre as pluralidades que constituem identidades e diferenças étnico-culturais nacionais. Neste ano, os temas que guiam o projeto são “Líricas Femininas: A presença da mulher na música brasileira” e “A música dos povos originários do Brasil”.

Uma curadoria formada por profissionais do Sesc é responsável pela seleção dos temas e grupos que integram a programação. Para escolha dos artistas e grupos, foram consideradas questões sociais, ligadas à diversidade de ritmos, de territórios e de artistas. Os catálogos de todas as edições estão disponíveis para consulta no site do Sonora Brasil: www.sesc.com.br/sonorabrasil

Em função da pandemia de Covid-19, o circuito não ocorreu em 2020 e, este ano, todos os espetáculos foram gravados em formato on-line, em mais de 20 Estados, e serão transmitidos pelos canais de Youtube do Sesc em cada Estado. Ao longo da sua trajetória, o Sonora Brasil já alcançou mais de 750 mil pessoas e realizou mais de seis mil concertos em todo o Brasil.  

Mesmo em meio à pandemia, o Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac segue próximo da comunidade gaúcha. Seguindo as recomendações das autoridades e mantendo os cuidados com a saúde de todos, os serviços continuam sendo entregues e fizeram diferença na vida de milhares de pessoas em 2020, que passaram a ter à disposição alternativas virtuais de produtos e serviços. O portal www.pertodevc.com.br segue com programação on-line e gratuita em variadas áreas como: empreendedorismo, educação, esporte, saúde, cultura, lazer e ação social.

 

Grupos gaúchos na Mostra Nacional do Sonora Brasil 2021

Data: 22/10/2021

Local: Canal do Sesc/RS no YouTube (www.youtube.com/sescrs)

Programação:

 

18h30 – Documentário Musical do Grupo Nóg Gã, do Povo Kaingang (São Leopoldo/ RS)

O grupo Nóg Gã é composto por indígenas de diversas aldeias Kaingang da região de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Os Kaingangs habitam o Sul e o Sudeste do Brasil há séculos. Através das pinturas corporais, utilizando linhas e formas circulares, é possível identificar quem são os KAMÉ (marcas compridas) e os KAIRÚ (marcas redondas). Esta distinção definirá as formas de relacionamentos e contato entre as duas partes. Os Kaingang possuem característica aguerrida e seus ritos envolvem a realização de movimentos coreografados e um contexto musical cíclico. A língua Kaingang pertence ao tronco linguístico macro-jê. Durante a apresentação, os Kaingangs utilizarão lanças de guerra como instrumento percussivo. Em contato ao chão, realizam simbolicamente uma demarcação e embasam ritmicamente as marcas coreográficas.

Integrantes: Jose Vergueiro, Gilson Ferreira, Nilceu dos Santos, Darlei Pedro e Alvaro de Paula

 

19h10 – Documentário Musical do Grupo Teko Guarani, do Povo Mbyá-Guarani (Porto Alegre/ RS)

O grupo Teko Guarani está localizado na Aldeia Tekoa Anhetenguá, na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, onde vivem 16 famílias Mbyá-Guarani. É um coral infanto-juvenil que tem por característica a força e o brilho vocal.  Utilizam o mbaraká, um violão com cinco cordas, em que cada uma representa uma divindade Mbyá: Tupã, Kuaray, Karaí, Jakairá e Tupã Mirim. O ravé (violino/rabeca) possui três cordas e segundo alguns relatos é um instrumento de invenção indígena, posteriormente aperfeiçoado pelos juruá (não indígenas). O mbaraká miri (chocalho) e o angu’á pú (tambor) têm funções primordiais na sustentação do andamento e ritmo musicais, além da importância no estabelecimento da conexão com as divindades.

Integrantes: Cacique José Cirilo Pires Morínico, Maria Eugênia Ramos, Patricia Ramos Morinico, Verá Mirim Nunes Morinico, Jerá Mirim Duarte Morinico, Arnildo Gonçalves, Joanita Espindola Gonçalves, Estela Espindola Gonçalves, Maria de Fátima Morinico, Valentina Morinico e Sérgio Ramos Morinico.

 

20h – Documentário Musical “Líricas Sulinas”

O espetáculo Líricas Sulinas apresenta uma releitura dos signos sonoros identitários rio-grandenses a partir de um grupo de musicistas contemporâneas, representantes e identificadas com as múltiplas possibilidades do pertencer nessa terra. Em seus repertórios, cantam e tocam suas corporalidades, seus pertencimentos e suas relações com o território, perpassando por vezes de forma crítica a cultura patriarcal tão enraizada e tomando para si linguagens e narrativas outrora veladamente intocadas. Com sonoridade híbrida a partir dessa possível amálgama de códigos culturais, formam o relevo por onde brotam as vozes de muitas eras, evocando as mulheres que vieram antes, vislumbrando o presente e tecendo nossas possibilidades de ser e pertencer.

Integrantes: Clarissa Ferreira (voz e violino), Ana Matielo (voz e violão), Nina Fola (voz, sopapo e berimbau), Adriana de Los Santos (acordeom) e Emily Borghetti (voz, bombo leguero, castanholas e sapateado).