De-vir Grupo: Cia. Dita (CE)
Local: Teatro Renascença
Horário: 21h
Sinopse: Quatro performers em cena pontuando as interferências do corpo com seu ambiente. O corpo entendido como uma mídia
que avança por acelerações, rupturas, diminuições de velocidade, desmembrando, constantemente, uma nova roupagem. “De-vir” propõe
intensificar esses movimentos ondulatórios engendrando a idéia de um novo design, que pode re-compor a disposição e a ordem dos
elementos essenciais que compõem as estruturas físicas de uma pessoa.
O grupo: A Cia. Dita é um “lugar” de procura, pesquisa e produção artística. Ao longo dos seus seis anos de existência, vem circulando por eventos que se
relacionam com a dança e o vídeo, dentro e fora do Brasil, tais como: Mostra Fora-do-Eixo (SP), Encontro Coreográfico de Santo André (SP), Fórum Internacional
de Dança (BH), Festival Ibero-Americano de Cinema do Ceará, Festival de Cinema de Brasília, Simpósio Internacional de Filosofia de Fortaleza, Festival Panorama
(RJ) e Festival Brasil Move Berlim.
Ficha técnica:
Direção e coreografia: Fauller / Assistência de direção: Wilemara Barros / Bailarinos: Wilemara Barros, Henrique Castro, Marcelo Hortêncio,
Fauller / Música: Ryoji Ikeda / Produção: Ato Produção e Marketing Cultural / Coordenação de Produção: Cristiane Pires / Classificação etária: 18 anos / Gênero: dança contemporânea /
Duração: 40 minutos
O terceiro sinal BR 116 (SP)
Local: Teatro Sesc Centro
Horário: 19h
Sinopse: No espetáculo, com texto de Otavio Frias Filho, Bete
Coelho interpreta um “não ator” que faz o papel de um repórter
investigativo numa peça de Nelson Rodrigues e que em sua vida
real é um jornalista interessado em atuar e reportar os mistérios da
atuação e as inconfessáveis particularidades do fazer teatral. A atriz
explica que o trabalho é uma metalinguagem sobre o teatro. “O
autor tem uma experiência como ator em um papel de jornalista,
para escrever uma reportagem. E devolve tudo isso para o teatro.
O que importa aqui é dissecar o teatro, o processo do ator, a feitura
do teatro”. O relato de Frias se refere à experiência que ele teve
como ator no Teatro Oficina, no espetáculo “Boca de Ouro”, dirigido
por José Celso Martinez Corrêa em 2000. Partindo desse pretexto,
o espetáculo conduz os espectadores a uma viagem de risco por
vezes angustiante, paranóica, irônica, divertida, profunda – por
entre labirintos dos processos de atuação, de momentos históricos
do teatro brasileiro, revezando com depoimentos pessoais e
preciosos desse culto milenar: o Teatro.
O grupo: o “Terceiro Sinal” consolida a formação da Cia. BR 116, criada
em 2009, quando Contardo Calligaris e Ricardo Bittencourt já investigavam
questões sobre a masculinidade nos tempos modernos uniram-se com
a atriz Bete Coelho e a diretora de arte e cenógrafa Flávia Soares, que já haviam dirigido Jô Soares em “Remix em Pessoa”. Como resultado, o grupo
monta o espetáculo “O Homem da Tarja Preta”, com atuação de Ricardo
Bittencourt e direção de Bete Coelho, sucesso de público e crítica em 2009.
A Cia., que valoriza a parceria com profissionais de diferentes áreas culturais
e enfatiza a investigação criteriosa dos seus conteúdos para um mergulho
no universo do atual Teatro Brasileiro, já prepara um novo espetáculo em
2011. “Cartas de Amor para Stalin”, do espanhol Juan Mayorga, está em
fase de produção e terá Bete e Ricardo juntos no palco, dirigidos por Paulo
Dourado.
Ficha técnica:
Elenco: Bete Coelho / Texto: Otavio Frias Filho / Direção: Ricardo
Bittencourt / Co-Direção: Muriel Matalon / Direção de arte: Flávia
Soares / Direção de imagem e Som: Gabriel Fernandes / Direção
de cena, cenotécnico e contrarregragem: Domingos Varela /
Cenotécnico e contrarregragem: João Carvalho Sobrinho / Design
de luz: Michele Matalon e Carlos Moraes / Voz de diva: Giulia Gam
/ Direção de produção: Palipalan Arte e Cultura / Duração do
espetáculo: 60 min / Gênero: teatro adulto /
Circo Eletrônico grupo Circo Teatro Girassol (RS)
Local: Largo Zumbi dos Palmares
Horário: 20h
Sinopse: Misarte passeia pela savana quando é raptada pelo
maldoso Mafarrico. O canicho Safio informa do ocorrido a Fós, herói
transformado em mendigo, que está preso por ter desafiado Zoran,
o deus do tempo. Circo Eletrônico é a fábula da intemporalidade,
uma reflexão sobre as relações e a memória. É uma reinvenção
da mitologia, da ficção, da história. O espetáculo não conta
simplesmente uma história, oferece os elementos para que cada um
possa criar a sua. É uma provocação aos sentidos e à imaginação.
Usa de forma arrojada e original as acrobacias aéreas e de solo,
com a criação de novos equipamentos e a utilização inovadora
de equipamentos tradicionais, troca os palhaços por bufões que
dialogam com a trilha eletrônica composta especialmente para o
trabalho.
O grupo: O Circo Girassol completou 10 anos de atividades intensas, dando uma inestimável contribuição para o desenvolvimento
desta arte no RS. Mesclando as linguagens do Circo Tradicional e do “Novo Circo”. O Girassol percorreu mais de 300 cidades,
apresentando-se com sua lona, ao ar livre, em teatros e ginásios do estado e do país, além de promover oficinas circenses,
pesquisar técnicas tradicionais, contemporâneas, desenvolver reconhecida pesquisa de dramaturgia circense e da linguagem
dos palhaços. A Cia. foi pioneira em Porto Alegre na realização de um circo-teatro moderno e expressivo, sendo fundamental
na formação da maioria dos artistas locais que atuam na área. A mostra Circo Girassol: 10 anos, financiada pelo FUMPROARTE
e realizada pelo SESC/RS e Circo Girassol, vai apresentar espetáculos significativos do grupo, ainda em repertório: Pão e Circo,
Circo Eletrônico, O Hipnotizador de Jacarés, Lili Inventa O Mundo, O Mundo da Lua e Misto Quente, além de cinco palestras
com importantes nomes do circo brasileiro.
Ficha Técnica:
Direção: Dilmar Messias / Elenco: Débora Rodrigues, Anderson
Balheiro, Deise Kellermann, Tuta Camargo, Jéferson Rachewski, Carol
Pollmann, Éder Rosa, José Gusmão, Diego Steffani, Walter Diehl
Figurinos: Daniel Lion / Cenário: Dilmar Messias e Constantin
Makarkin / Iluminação: Dilmar Messias / Trilha sonora: de Ticiano
Paludo executada por Yanto Laitano / Coreografia das bolas de
equilíbrio: Luciane Cóccaro / Coreografia redes aéreas e lira:
Alexandre Bado / Duração do espetáculo: 60 min / Gênero: teatro
circo / Classificação etária: 10 anos