O terceiro sinal BR 116 (SP)
Local: Teatro Sesc Centro
Horário: 19h
Sinopse: No espetáculo, com texto de Otavio Frias Filho, Bete
Coelho interpreta um “não ator” que faz o papel de um repórter
investigativo numa peça de Nelson Rodrigues e que em sua vida
real é um jornalista interessado em atuar e reportar os mistérios da
atuação e as inconfessáveis particularidades do fazer teatral. A atriz
explica que o trabalho é uma metalinguagem sobre o teatro. “O
autor tem uma experiência como ator em um papel de jornalista,
para escrever uma reportagem. E devolve tudo isso para o teatro.
O que importa aqui é dissecar o teatro, o processo do ator, a feitura
do teatro”. O relato de Frias se refere à experiência que ele teve
como ator no Teatro Oficina, no espetáculo “Boca de Ouro”, dirigido
por José Celso Martinez Corrêa em 2000. Partindo desse pretexto,
o espetáculo conduz os espectadores a uma viagem de risco por
vezes angustiante, paranóica, irônica, divertida, profunda – por
entre labirintos dos processos de atuação, de momentos históricos
do teatro brasileiro, revezando com depoimentos pessoais e
preciosos desse culto milenar: o Teatro.
O grupo: o “Terceiro Sinal” consolida a formação da Cia. BR 116, criada
em 2009, quando Contardo Calligaris e Ricardo Bittencourt já investigavam
questões sobre a masculinidade nos tempos modernos uniram-se com
a atriz Bete Coelho e a diretora de arte e cenógrafa Flávia Soares, que já haviam dirigido Jô Soares em “Remix em Pessoa”. Como resultado, o grupo
monta o espetáculo “O Homem da Tarja Preta”, com atuação de Ricardo
Bittencourt e direção de Bete Coelho, sucesso de público e crítica em 2009.
A Cia., que valoriza a parceria com profissionais de diferentes áreas culturais
e enfatiza a investigação criteriosa dos seus conteúdos para um mergulho
no universo do atual Teatro Brasileiro, já prepara um novo espetáculo em
2011. “Cartas de Amor para Stalin”, do espanhol Juan Mayorga, está em
fase de produção e terá Bete e Ricardo juntos no palco, dirigidos por Paulo
Dourado.
Ficha técnica:
Elenco: Bete Coelho / Texto: Otavio Frias Filho / Direção: Ricardo
Bittencourt / Co-Direção: Muriel Matalon / Direção de arte: Flávia
Soares / Direção de imagem e Som: Gabriel Fernandes / Direção
de cena, cenotécnico e contrarregragem: Domingos Varela /
Cenotécnico e contrarregragem: João Carvalho Sobrinho / Design
de luz: Michele Matalon e Carlos Moraes / Voz de diva: Giulia Gam
/ Direção de produção: Palipalan Arte e Cultura / Duração do
espetáculo: 60 min / Gênero: teatro adulto /
A filosofia Na alcova Os Satyros (SP)
Local: Teatro Renascença
Horário: 21h
Sinopse: Dolmancé e Madame de Saint´Ange, dois dos personagens mais libertinos
da história da literatura universal são os protagonistas desse texto, escrito riginalmente
pelo Marquês de Sade, em que é apresentada a educação sexual de uma jovem virgem,
com aulas práticas e teóricas de libertinagem. Após o período de aprendizado, a mãe da
jovem chega ao palácio dos libertinos para tentar resgatá-la, quando então é confrontada
pelos mentores da jovem e por ela mesma.
Trilogia libertina
Os Satyros vêm trabalhando os textos do marquês de Sade desde 1990, quando encenaram a peça “Sades ou Noites com os
Professores Imorais”, a partir de “A Filosofia na Alcova”. O espetáculo ficou um ano em cartaz, provocou polêmicas e recebeu várias
indicações a importantes prêmios. Em 1992, Os Satyros se transferem para Portugal e reestreiam “Sades ou Noites...” - agora como “A Filosofia na Alcova”, título original da obra. A peça faz temporada de sucesso no Teatro Ibérico, em Lisboa, e permanece em cartaz
por dois anos. Além de Portugal, “A Filosofia na Alcova” viajou para França, Inglaterra, Escócia, Ucrânia e Bolívia, e dezenas de cidades
brasileiras. Participou de vários festivais, dentre eles Edimburgo, Avignon, Curitiba e Rio Preto. Reestreou em março de 2003, e está
em cartaz desde então. Até o momento, a peça foi vista por mais de 100.000 pessoas, em 1.200 apresentações. Recentemente “A
Filosofia na Alcova” foi apresentada em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.
A segunda parte da Trilogia Libertina, “Os 120 Dias de Sodoma”, estreou em maio de 2006. Desde então, realizou mais de 600
apresentações para um público superior a 40.000 pessoas. Partindo de um estudo profundo da obra do marquês de Sade, e de um
resgate crítico das montagens de “A Filosofia na Alcova” e “Os 120 Dias de Sodoma”, Os Satyros se propuseram a realizar a montagem
de “Justine”, concluindo, assim, a Trilogia Libertina. Para a realização de “Justine”, a companhia trabalhou por mais de nove meses
com uma equipe de mais de trinta pessoas, dentro dos procedimentos críticos do chamado Teatro Veloz, método de trabalho
desenvolvido pela companhia, em todas as etapas do processo criativo, resultando na montagem atual. No ano em que a Cia. de
Teatro Os Satyros completou seus 20 anos de existência, “Justine” surgiu como resgate de todo o processo de criação, pesquisa e
atuação realizado ao longo dessas duas décadas de trabalho. O espetáculo foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro 2009 categorias
direção e iluminação, e ao Prêmio CONTIGO de Teatro 2009 na categoria direção.
O grupo: fundada em 1989 em São Paulo por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, a companhia já traz nos primeiros trabalhos a marca da
ousadia e radicalidade. A partir de 1992, num exílio voluntário, se transfere para a Europa onde se apresenta em importantes festivais, como
Avignon e Edimburgo. Em dezembro de 2000, Os Satyros retornam a São Paulo e se instalam na Praça Roosevelt, considerada na época uma
das regiões mais perigosas da cidade, comandada pelo tráfico e pela prostituição. Os Satyros são considerados os responsáveis diretos pela sua
revitalização, hoje um dos principais focos de agitação cultural da cidade. A companhia atua em vários segmentos artísticos, seja na publicação
de livros, na produção radiofônica, televisiva e cinematográfica. Anualmente realiza, na entrada da primavera, o evento “Satyrianas”, que, em sua última edição, reuniu mais de 30000 pessoas durante 78 horas de atividades ininterruptas. Atualmente, Os Satyros possuem vários núcleos de
trabalho, contando com mais de 50 profissionais. Ao longo destes 20 anos, atuaram em 15 países, produziram mais de 60 espetáculos e receberam
prêmios internacionais e alguns dos mais importantes do teatro brasileiro.
Ficha técnica:
Texto: Rodolfo García Vázquez, a partir da obra homônima do marquês de Sade / Direção:
Rodolfo García Vázquez / Elenco: Andressa Cabral, Marcelo Jacob, Marta Baião, Luiza
Valente, Henrique Mello, Rafael Mendes e Eduardo Chagas. / Duração do espetáculo: 80
min / Gênero: teatro adulto / Classificação etária: 18 anos
Circo Eletrônico grupo Circo Teatro Girassol (RS).
Local: Largo Zumbi dos Palmares
Horário: 20h
Sinopse: Misarte passeia pela savana quando é raptada pelo
maldoso Mafarrico. O canicho Safio informa do ocorrido a Fós, herói
transformado em mendigo, que está preso por ter desafiado Zoran,
o deus do tempo. Circo Eletrônico é a fábula da intemporalidade,
uma reflexão sobre as relações e a memória. É uma reinvenção
da mitologia, da ficção, da história. O espetáculo não conta
simplesmente uma história, oferece os elementos para que cada um
possa criar a sua. É uma provocação aos sentidos e à imaginação.
Usa de forma arrojada e original as acrobacias aéreas e de solo,
com a criação de novos equipamentos e a utilização inovadora
de equipamentos tradicionais, troca os palhaços por bufões que
dialogam com a trilha eletrônica composta especialmente para o
trabalho.
O grupo: O Circo Girassol completou 10 anos de atividades intensas, dando uma inestimável contribuição para o desenvolvimento
desta arte no RS. Mesclando as linguagens do Circo Tradicional e do “Novo Circo”. O Girassol percorreu mais de 300 cidades,
apresentando-se com sua lona, ao ar livre, em teatros e ginásios do estado e do país, além de promover oficinas circenses,
pesquisar técnicas tradicionais, contemporâneas, desenvolver reconhecida pesquisa de dramaturgia circense e da linguagem
dos palhaços. A Cia. foi pioneira em Porto Alegre na realização de um circo-teatro moderno e expressivo, sendo fundamental
na formação da maioria dos artistas locais que atuam na área. A mostra Circo Girassol: 10 anos, financiada pelo FUMPROARTE
e realizada pelo SESC/RS e Circo Girassol, vai apresentar espetáculos significativos do grupo, ainda em repertório: Pão e Circo,
Circo Eletrônico, O Hipnotizador de Jacarés, Lili Inventa O Mundo, O Mundo da Lua e Misto Quente, além de cinco palestras
com importantes nomes do circo brasileiro.
Ficha Técnica:
Direção: Dilmar Messias / Elenco: Débora Rodrigues, Anderson
Balheiro, Deise Kellermann, Tuta Camargo, Jéferson Rachewski, Carol
Pollmann, Éder Rosa, José Gusmão, Diego Steffani, Walter Diehl
Figurinos: Daniel Lion / Cenário: Dilmar Messias e Constantin
Makarkin / Iluminação: Dilmar Messias / Trilha sonora: de Ticiano
Paludo executada por Yanto Laitano / Coreografia das bolas de
equilíbrio: Luciane Cóccaro / Coreografia redes aéreas e lira:
Alexandre Bado / Duração do espetáculo: 60 min / Gênero: teatro
circo / Classificação etária: 10 anos
O Hipnotizador de Jacarés grupo Circo Teatro Girassol (RS)
Local: Largo Zumbi dos Palmares
Horário: 10h
Sinopse: os palhaços Serragem, Farinha e Farofa se preparam para
hipnotizar um jacaré-do-papo-amarelo, fera sanguinária trancafiada
em uma caixa cheia de furos e correntes. Enquanto o grande
momento não chega, muitas peripécias e números divertidos se
sucedem. O Hipnotizador de Jacarés mostra algumas das entradas,
reprises e bexigadas tradicionais de palhaços e comediantes
populares. Este trabalho marca o retorno de três palhaços com
uma trajetória pontilhada de êxitos. Sua primeira aparição foi no
espetáculo que levou os seus nomes: Serragem, Farinha e Farofa
(1987). Depois, de forma divertida, contaram As Aventuras do
Avião Vermelho (1995), de Erico Verissimo, e se constituíram num
dos maiores sucessos do teatro para infância e juventude do RS,
arrebatando uma série de prêmios pelo Brasil.
O grupo: O Circo Girassol completou 10 anos de atividades intensas, dando uma inestimável contribuição para o desenvolvimento
desta arte no RS. Mesclando as linguagens do Circo Tradicional e do “Novo Circo”. O Girassol percorreu mais de 300 cidades,
apresentando-se com sua lona, ao ar livre, em teatros e ginásios do estado e do país, além de promover oficinas circenses,
pesquisar técnicas tradicionais, contemporâneas, desenvolver reconhecida pesquisa de dramaturgia circense e da linguagem
dos palhaços. A Cia. foi pioneira em Porto Alegre na realização de um circo-teatro moderno e expressivo, sendo fundamental
na formação da maioria dos artistas locais que atuam na área. A mostra Circo Girassol: 10 anos, financiada pelo FUMPROARTE
e realizada pelo SESC/RS e Circo Girassol, vai apresentar espetáculos significativos do grupo, ainda em repertório: Pão e Circo,
Circo Eletrônico, O Hipnotizador de Jacarés, Lili Inventa O Mundo, O Mundo da Lua e Misto Quente, além de cinco palestras
com importantes nomes do circo brasileiro.
Ficha Técnica:
Direção: Dilmar Messias / Elenco: Débora Rodrigues, Tuta Camargo,
Jéferson Rachewski e Heinz Limaverde / Operação de luz: Anderson
Balheiro / Figurinos: Daniel Lion / Cenografia: Marco Fronkoviack e
Dilmar Messias / Música pesquisada: Dilmar Messias / Duração do
espetáculo: 60 min / Gênero: infantil / Classificação etária: livre