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DOMINGO - 15 de maio |
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Isaias in tese
Depósito de Teatro (RS)
Local: Teatro de Arena
Horário: 20h
Sinopse: Isaías, o bufão narrador, irônico, acusador e empático defende sua tese sobre migração, citando vários “For exemples” de migração
como a animal, material, humana entre outras. Um desses “For Exemples” é a viagem de imigrante nordestino que sai de sua terra à procura
de uma situação mais estável e encontra, no sul, um modo de escapar da sina de viver sempre à mercê do tempo, da seca, do árido destino do
sertão. Suas dificuldades, esperanças, incertezas enfim sua adaptação em terras sulistas são contadas no espetáculo. Texto elaborado a partir
de entrevistas com imigrantes residentes no RS, filmes, músicas, teses, reportagens, enciclopédias, etc.
O grupo: a Associação Cultural Depósito do Teatro é uma entidade cultural sem fins lucrativos, com gestão democrática e transparente, fundada em 1996.
Durante seus 15 anos de existência, teve a felicidade de produzir 25 montagens profissionais de excelente qualidade artística, referendadas pelo público e
pela crítica especializada, conquistou inúmeras indicações ao Troféu Açorianos e Tibicuera, e foi agraciada em várias ocasiões e diversas categorias com estes
prêmios oficiais da Prefeitura de Porto Alegre. Ao longo destes 15 anos, o grupo foi construindo um lugar (de relações, identidade e historicidade) diferente
dos não-lugares produzidos pela lógica contemporânea das relações de mercado. O Depósito, portanto, é um espaço de experimentação, de busca artística,
vital para a existência do grupo na constituição de sua identidade e na criação de mundos (im)possíveis. Sua programação diversificada tem como objetivo a
troca humana, a constituição de sujeitos criativos, autênticos e profundamente sensíveis.
Ficha técnica:
Direção: Roberto Oliveira / Preparação de Bufão: Daniela Carmona / Dramaturgia: Francisco de los Santos e Roberto Oliveira / Texto e
elenco: Francisco de los Santos / Trilha sonora: Antonio Macalão de los Santos / Criação Luz: Carol Zimmer / Cenário: Rudinei Morales
Figurinos: Coca Serpa / Classificação etária: 14 anos / Gênero: Teatro Adulto – comédia / Duração: 50min
*Ingressos diretamente no local e com valores praticados pelo grupo
Comerciários e dependentes com cartão SESC/SENAC: R$ 5,00 |
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Oficina: Introdução ao treinamento da Biomecânica de Meyerhold
Local: Cia de Arte - 6º andar
Horário: 14 às 19h
Ministrante: Gennadi Bogdanov (Rússia)
Os princípios fundamentais da construção da ação teatral com base nos princípios biomecânicos. Os elementos dos estudos clássicos da
Biomecânica teatral de Meyerhold.
Gennadi Bogdanov formou-se como ator no GITIS (Moscow State Academy) em 1972. Estudou intensamente durante quatro anos, o
sistema de Biomecânica Teatral de Meyerhold com o mestre Nikolai Kustov, ator e instrutor do teatro de Meyerhold até a morte do
grande diretor russo. Trabalhou também por 20 anos no teatro Sátira de Moscou, na qual participou de diversos espetáculos, realizando
inúmeras temporadas em torno da União Soviética, Europa e Ásia. Atuou também em diversos filmes como dublê. Durante vários anos,
Gennadi dedicou-se ao Rati (GITIS), atuando como professor, sendo um dos fundadores da escola internacional de Biomecânica. Desde
1992, Bogdanov colabora com universidades e diversos centros teatrais em países como Áustria, Austrália, Brasil, Bélgica, Holanda,
Canadá, Dinamarca, França, País de Gales, Alemanha, Inglaterra, Itália, Países Baixos, Polônia, Singapura, Espanha, Suécia, Suíça e EUA,
ministrando cursos, demonstrações técnicas e apresentando seus espetáculos, sendo um dos mais destacados mestres, descendente
direto da Biomecânica Teatral de Meyerhold. É mestre-colaborador do ISTA (Escola Internacional de Antropologia Teatral), dirigido por
Eugenio Barba desde 96. Foi diretor artístico da Escola Internacional de Biomecânica no Centrum Mime Berlim. Atualmente, na Itália,
atua como diretor pedagógico e artístico do Centro Internacional de Biomecânica Teatral de Meyerhold, em Perugia, ministrando os
cursos de formação especializada.
Carga horária: 35h |
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Concerto de Ispinho e Fulô
Cia. do Tijolo (SP)
15/05
Local: Espaço Terreira da Tribo
Horário: 19h
Sinopse: uma Rádio Conexão SP/Assaré anuncia que uma Cia. de Teatro de São Paulo chega para entrevistar o Poeta Patativa. O que seria
uma entrevista costumeira se transforma num diálogo entre o popular e o erudito, o urbano e rural, e culmina com a denúncia de um dos
primeiros ataques aéreos contra civis em território brasileiro que não está nos livros de história.
O grupo: a ideia de fundar a Cia. do Tijolo surgiu do desejo de Dinho Lima Flor de criar um trabalho sobre a vida e a obra do poeta Patativa do Assaré.
De um primeiro contato com esses poemas, nasceu o Show “Cante Lá que eu Canto Cá”, uma espécie de sarau literário e musical. Mas não foi o bastante:
na medida em que se aprofundava na obra do poeta, se percebia que o Show não era o suficiente para abarcar a complexidade da obra, e principalmente,
não revelava ao público a singularidade da trajetória de vida desse agricultor, poeta e cantador. Foi a partir desse desejo de aprofundamento que se formou
um grupo de pessoas interessadas em descobrir qual seria a melhor forma de levar Patativa aos palcos. Era preciso que se encontrasse um ponto de vista,
um ponto de partida para podermos LER Patativa e encará-lo sem nos perdermos na infinidade de assuntos dos quais ele trata ou sem cairmos na tentação
de simplesmente dramatizar sua biografia. A luz veio em uma conversa com o diretor Ilo Krugli e a educadora Rita Roseno em Theotônio Villela, cidade
com um baixíssimo índice de desenvolvimento humano localizada no interior de Alagoas. Conversávamos sobre o fato de o Brasil possuir um dos maioresíndices de analfabetismo funcional do mundo e principalmente, nos assombrávamos com a contradição de esse fato acontecer no país onde o grande
educador Paulo Freire desenvolveu sua pedagogia do oprimido, que consiste em partir da realidade do alfabetizando, do valor pragmático das coisas, de
suas situações existenciais para fazê-lo alçar voo em direção ao entendimento de seu lugar enquanto sujeito da história. A conexão se fez imediatamente em
minha cabeça. Patativa foi um homem que estudou só seis meses e desenvolveu extraordinariamente em si as possibilidades poéticas, práticas, reflexivas
no manejo da língua. Qual caminho percorreu Antônio Gonçalves da Silva até alçar voo e chegar à Patativa? Talvez as concepções de Paulo Freire sobre o
conhecimento e sobre o ser humano nos desse um norte para a leitura e análise da obra do mestre cearense. E é aí que se explica o nome do grupo Cia.
do Tijolo. O primeiro passo no processo de alfabetização do método criado por Paulo Freire é o levantamento do universo vocabular dos grupos com que
se trabalha; são palavras ligadas às experiências existenciais, profissionais e políticas dos participantes dos diferentes grupos. Foi assim que, em Brasília,
cidade ainda em construção nos anos 60, surgiu entre os estudantes de Paulo Freire a palavra TIJOLO. Para essa empreitada, na aventura de criar um
trabalho conjunto vieram Rogério Tarifa, Karen Menatti, Aloísio Oliver, Maurício Damasceno, Jonathan Silva, Thais Pimpão. Com eles, as histórias pessoais e
profissionais de cada um. Vieram as experiências com Ventoforte, Casa Laboratório e Cia. São Jorge. Vieram Tacaimbó, Belo Horizonte, Maringá, Vitória e São
Paulo. E, hoje, vivemos a aventura de construir o que é a Cia. do Tijolo. Por enquanto somos um recém-nascido que tateia e deseja. Tijolo é nossa palavra
geradora, nosso princípio de orientação na construção de nosso Concerto de Ispinho e Fulô.
Ficha técnica:
Direção: Rogério Tarifa / Atores: Dinho Lima Flor, Fabiana Vasconcelos Barbosa, Lílian de Lima, Rodrigo Mercadante, Karen Menatti, Thaís
Pimpão, Rogério Tarifa / Músicos: Jonathan Silva, Aloísio Oliver, Maurício Damasceno / Direção Musical: William Guedes / Dramaturgia: Cia
do Tijolo / Supervisão Dramatúrgica: Iná Camargo / Figurino e Cenografia: Silvana Marcondes e Cia. do Tijolo / Consciência Corporal: Érika
Moura / Coreografia: Jorge Garcia / Iluminação: Fábio Retti / Operação de luz: Danilo Mora / Composições: Jonathan Silva e Dinho Lima Flor
Produção: Alessandra Ferros / Classificação etária: 14 anos / Gênero: teatro adulto / Duração: 120min
http://concertodeispinhoefulo.blogspot.com/ |
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Mritak – a comédia da vida
Cia. Teatro di Stravaganza (RS)
Local: Parque Farroupilha em frente à cancha de
bocha
Horário: 11h
Sinopse: conta a história de Lal Bihari, um indiano que, ao
descobrir-se morto nos registros oficiais, tenta por 19 anos provar
que está vivo, através dos métodos mais extravagantes. Tenta ser
preso, concorre a eleições, processa pessoas e, ao conhecer outros “mortos” como ele, funda a Associação das Pessoas Mortas. Agitador
incansável, adiciona ao seu nome a palavra “mritak” – que significa “morto” em hindu” – e chega mesmo a organizar um funeral dele
e de seu grupo, até que enfim o governo toma providências para
terminar com a desconfortável situação e o nome de Lal Bihari é
resgatado do além. É um espetáculo baseado, fundamentalmente,
no trabalho de ator. Em cena, três atores que transitam por técnicas
tão diversas quanto à mímica, clown, jogo de máscaras, storyteller,
commedia dell’arte, manipulação de objetos e bonecos: Janaina
Pelizzon, Rodrigo Mello e Duda Cardoso. A direção é de Adriane
Mottola, numa produção da Cia. Stravaganza, grupo teatral com 23
anos de vida e 106 prêmios em sua carreira artística.
O grupo: a Cia. de Teatro Di Stravaganza surgiu em 1988, pelas mãos
de Luiz Henrique Palese e Adriane Mottola, verdadeiros fundadores da
companhia, e com a colaboração de Cacá Corrêa. O primeiro espetáculo
encenado foi o premiado “Shandar e o Feitiço de Mungo”, trabalho infantil
ousado para os padrões da época. A marca e o estilo estiveram presentes
em todos os espetáculos da companhia, mas foi com a montagem de
“Decameron” (1993) que o Stravaganza foi projetado na cena nacional
e internacional. Assim, Adriane e Palese direcionaram o trabalho da
companhia à experimentação de diversas técnicas de atuação, sempre
visando a comunicação direta com a plateia. Com 23 anos de atividades e
uma sede própria, a Cia. Stravaganza coleciona mais de cem premiações,
com um currículo de 22 espetáculos teatrais, sendo “A Comédia dos Erros”
(Shakespeare) e “Ópera Monstra” os mais recentes.
Ficha técnica:
Texto: Luiz Henrique Palese / Direção: Adriane Mottola / Elenco:
Janaina Pelizzon, Duda Cardoso, Rodrigo Mello / Figurino: Duda
Cardoso / Direção Musical e Preparação Vocal: Luiz André da Silva
Trilha Sonora Original: Luiz André da Silva e Rodrigo Mello /
Preparação Corporal: Janaina Pelizzon / Produção: Cia. Teatro di
Stravaganza / Duração do espetáculo: 60min / Gênero: teatro de
rua / Classificação etária: livre
www.ciastravaganza.com.br |
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O julgamento do macaco
Grupo SESC-DF de Pesquisa Cênica (DF)
Local: Sala Álvaro Moreyra
Horário: 20h
Sinopse: baseada em fatos reais, a peça conta a estória de um
Professor que, em 1925, nos Estados Unidos, desafia uma lei que
proibia o ensino da Teoria da Evolução. O Professor Cates infringe
a Lei querendo abrir o debate para a sociedade americana sobre a
liberdade de expressão. Brady, candidato à Presidência da República
dos Estados Unidos, assume a Promotoria, fazendo do caso um
exemplo e buscando autopromoção. O mais famoso e competente
advogado agnóstico da época, Henry Drummund, assume a Defesa,
custeado pelo Jornal Baltimore Herald, que envia seu jornalista
mais ácido e notório crítico, para cobrir o caso. Um cidadão busca
liberdade de expressão: ele deseja ensinar ciências em uma aula de
ciências.
O grupo: criado com o intuito de realizar pesquisa de linguagem naárea de teatro, circo, dança, performance e encenação para áudio visual, o
Grupo SESC de Pesquisa Cênica, mantido pelo SESC-DF desde 2009, vem
estimulando o surgimento de novas formas de leitura das artes Cênicas
sem deixar de lado as já existentes, levando ao conhecimento do maior
número de pessoas possível, obras da dramaturgia própria, brasileira e
internacional. Já tendo em seu repertório as montagens de “O Rei da Vela”
de Oswald de Andrade e “O Julgamento do Macaco” cujo roteiro, baseado
em fatos reais, foi desenvolvido pelo próprio Grupo. Neste momento
o Grupo SESC de Pesquisa Cênica está desenvolvendo a montagem da
comédia teatral “A infidelidade ao Alcance de Todos” de Lauro Cesar Munis,
com estreia prevista para maio de 2011 e a pesquisa sobre a obra de Alfred
Hitchcock para montagem no próximo semestre.
Ficha técnica:
Roteiro e adaptação: Grupo SESC-DF de Pesquisa Cênica / Direção:
Rogero Torquato / Elenco: Alaôr Rosa, Alex de Castro, Georgia
Nascimento, Guto Viscardi, Humberto Pedrancini, Reinaldo Vieira,
Roustang Carrilho e Samuel Cerkvenik. / Cenografia: Chico Junior
e Vera Dantas / Figurinos: Roustang Carrilho / Iluminação: Dalton
Camargo / Trilha sonora: Juliano Goulart / Produção: Nalva
Sysnandes / Duração do espetáculo: 75min / Gênero: teatro adulto
Classificação etária: 12 anos |
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Trilhas Sonoras de amor perdidas
Sutil Companhia (PR)
Local: Theatro São Pedro
Horário: 18h
Sinopse: a maioria das fitas gravadas se transformaram em CDs, que se transformaram em Playlists. A tecnologia muda, mas o espírito é
o mesmo. É uma necessidade humana fundamental passar canções adiante e não importa como a tecnologia evolua, a música continua em
movimento. O herói da nossa história é dono de uma coluna no jornal e de um programa de rádio. Sua aventura é tentar resgatar trilhas sonoras
de amor perdidas. Mixtapes, fitas gravadas, acompanhadas ou não de cartas de amor. Salvá-las do limbo do esquecimento e incentivar a criação
de outras trilhas. Quando eles se encontram, não há nada em comum, exceto que os dois amam música. Uma canção do Velvet Underground
começa a tocar. Garoto e garota falam sobre a música. Ele grava uma fita com suas músicas favoritas para ela. E então começa. Segunda parte da
Trilogia Som & Fúria, iniciada em 2000 com a arrebatadora “A Vida é Cheia de Som e Fúria”.
O grupo: Felipe Hirsch e Guilherme Weber fundaram, em 1993, a Sutil Companhia de Teatro, que coleciona mais de 100 prêmios e indicações nos quinze anos
de existência. A Sutil Companhia de Teatro realizou temporadas de sucesso nos melhores teatros brasileiros, nas principais cidades do país.
Ficha técnica:
Criação: Sutil Companhia sobre as histórias de Thurston Moore, Kim Gordon, Lee Ranaldo, Steve Shelley, Dean Wareham, Dan Graham, John
Zorn, Jim O` Rourke, Elizabeth Peyton, Arthur Jones, Jason Bitner, Rob Sheffield, Raymond Pettitbon, Greil Marcus, David Shields, Lou Reed, Giles
Smith, amigos próximos e outros diversos relatos / Produção e realização: Sutil Companhia de Teatro
Direção geral: Felipe Hirsch / Elenco: Guilherme Weber e Natália Lage / Codireção: Murilo Hauser / Cenografia: Daniela Thomas e Valdy Lopes /
Iluminação: Beto Bruel / Figurinos: Veronica Julian
Trilha sonora pesquisada: Felipe Hirsch / Assistência e operação de iluminação e vídeo: Sarah Salgado / Tradução do material original
de pesquisa: Ursula e Erica Migon / Assessoria de imprensa: Vanessa Cardoso – Factoria / Design gráfico: Maria Andrade / Assistente de
produção: Bruno Girello / Produção executiva: Marcelo Contin / Coprodução: Leandro Knopfholz – Parnaxx / Duração do espetáculo: 180 min /
Gênero: drama/comédia / Classificação etária: 14 anos
www.sutilcompanhia.com.br/ |
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