Isaias in tese Depósito de Teatro (RS)
Local: Teatro de Arena
Horário: 21h
Sinopse: Isaías, o bufão narrador, irônico, acusador e empático defende sua tese sobre migração, citando vários “For exemples” de migração
como a animal, material, humana entre outras. Um desses “For Exemples” é a viagem de imigrante nordestino que sai de sua terra à procura
de uma situação mais estável e encontra, no sul, um modo de escapar da sina de viver sempre à mercê do tempo, da seca, do árido destino do
sertão. Suas dificuldades, esperanças, incertezas enfim sua adaptação em terras sulistas são contadas no espetáculo. Texto elaborado a partir
de entrevistas com imigrantes residentes no RS, filmes, músicas, teses, reportagens, enciclopédias, etc.
O grupo: a Associação Cultural Depósito do Teatro é uma entidade cultural sem fins lucrativos, com gestão democrática e transparente, fundada em 1996.
Durante seus 15 anos de existência, teve a felicidade de produzir 25 montagens profissionais de excelente qualidade artística, referendadas pelo público e
pela crítica especializada, conquistou inúmeras indicações ao Troféu Açorianos e Tibicuera, e foi agraciada em várias ocasiões e diversas categorias com estes
prêmios oficiais da Prefeitura de Porto Alegre. Ao longo destes 15 anos, o grupo foi construindo um lugar (de relações, identidade e historicidade) diferente
dos não-lugares produzidos pela lógica contemporânea das relações de mercado. O Depósito, portanto, é um espaço de experimentação, de busca artística,
vital para a existência do grupo na constituição de sua identidade e na criação de mundos (im)possíveis. Sua programação diversificada tem como objetivo a
troca humana, a constituição de sujeitos criativos, autênticos e profundamente sensíveis.
Ficha técnica:
Direção: Roberto Oliveira / Preparação de Bufão: Daniela Carmona / Dramaturgia: Francisco de los Santos e Roberto Oliveira / Texto e
elenco: Francisco de los Santos / Trilha sonora: Antonio Macalão de los Santos / Criação Luz: Carol Zimmer / Cenário: Rudinei Morales
Figurinos: Coca Serpa / Classificação etária: 14 anos / Gênero: Teatro Adulto – comédia / Duração: 50min
*Ingressos diretamente no local e com valores praticados pelo grupo
Comerciários e dependentes com cartão SESC/SENAC: R$ 5,00
Oficina: Introdução ao treinamento da Biomecânica de Meyerhold
Local: Cia de Arte - 6º andar
Horário: 14 às 19h
Ministrante: Gennadi Bogdanov (Rússia)
Os princípios fundamentais da construção da ação teatral com base nos princípios biomecânicos. Os elementos dos estudos clássicos da
Biomecânica teatral de Meyerhold.
Gennadi Bogdanov formou-se como ator no GITIS (Moscow State Academy) em 1972. Estudou intensamente durante quatro anos, o
sistema de Biomecânica Teatral de Meyerhold com o mestre Nikolai Kustov, ator e instrutor do teatro de Meyerhold até a morte do
grande diretor russo. Trabalhou também por 20 anos no teatro Sátira de Moscou, na qual participou de diversos espetáculos, realizando
inúmeras temporadas em torno da União Soviética, Europa e Ásia. Atuou também em diversos filmes como dublê. Durante vários anos,
Gennadi dedicou-se ao Rati (GITIS), atuando como professor, sendo um dos fundadores da escola internacional de Biomecânica. Desde
1992, Bogdanov colabora com universidades e diversos centros teatrais em países como Áustria, Austrália, Brasil, Bélgica, Holanda,
Canadá, Dinamarca, França, País de Gales, Alemanha, Inglaterra, Itália, Países Baixos, Polônia, Singapura, Espanha, Suécia, Suíça e EUA,
ministrando cursos, demonstrações técnicas e apresentando seus espetáculos, sendo um dos mais destacados mestres, descendente
direto da Biomecânica Teatral de Meyerhold. É mestre-colaborador do ISTA (Escola Internacional de Antropologia Teatral), dirigido por
Eugenio Barba desde 96. Foi diretor artístico da Escola Internacional de Biomecânica no Centrum Mime Berlim. Atualmente, na Itália,
atua como diretor pedagógico e artístico do Centro Internacional de Biomecânica Teatral de Meyerhold, em Perugia, ministrando os
cursos de formação especializada.
Uma vez, nada mais Direção Hebe Alves (BA)
Local: Teatro de Câmara Túlio Piva
Horário: 20h
Sinopse: o espetáculo discorre sobre o mundo feminino, suas intimidades, seus sentimentos e dúvidas diante do amor. A dramaturgia
apresenta a visão da mulher “realizada” que, supostamente encontrou “o amor”, em contraponto como desespero da espera não
preenchida vivida pela outra personagem da trama que, deprimida, sozinha, se refugia em seu trabalho e se apóia na amizade de uma “felizarda” cliente para esquecer que foi abandonada.
O grupo: em 1990, Aícha Marques e Maria Menezes iniciaram suas trajetórias de atrizes no VI Curso Livre de Teatro da UFBA, sob direção de Hebe
Alves. Este curso tinha duração de um ano e terminava com a montagem de um espetáculo. Durante todo o ano os alunos passavam por diversos
tipos de experimentações e modalidades artísticas, com orientação de atuantes profissionais do teatro baiano, abrangendo desde a improvisação
até conceitos mais sofisticados de dramaturgia; da consciência corporal ao uso criativo do movimento; da percepção espacial à utilização inteligente
do espaço cênico. Ao final do curso, a diretora convidou alguns alunos para continuarem o processo de experimentação e pesquisa, aprofundando
e sistematizando as descobertas e conquistas artísticas alcançadas durante um ano de curso. Aí nascia o grupo Cereus, do qual Aícha e Maria
foram integrantes. Trabalhando com um número menor de atores que se identificavam fortemente com seu processo artístico, Hebe investiu com
profundidade na experimentação e na criação de linguagens e códigos corporais. Uma das técnicas trabalhadas era a variação rítmica do movimento,
onde os atores executavam a mesma sequência, diminuindo ou aumentando a velocidade de execução. Era o que ela chamava de “câmera lenta” e “câmera rápida”. Com a prática deste exercício, o grupo percebeu que a “câmera rápida” executada especialmente com precisão por Aícha, remetia
claramente à movimentação do cinema mudo. E tinha um resultado cênico encantador. Depois de seis anos e três espetáculos, o grupo se desfez, mas
o conhecimento adquirido ficou no corpo e na mente dos atores. Aícha e Maria criaram duas performances utilizando a linguagem corporal da “câmera
rápida”, e tiveram sempre uma reação de alegre surpresa do público, que identificava a movimentação das atrizes com o ícone do cinema mudo, Charles
Chaplin. Nove anos depois do início de tudo, em 2009, Aícha, Maria e Hebe se reuniram para fazer uma peça utilizando o código corporal do cinema
mudo, dentro da estética dos filmes da época. Aí tiveram o resultado cênico completo da utilização da linguagem física pesquisada e experimentada
todos estes anos, dentro da ambientação cenográfica, musical e de vestuário do cinema mudo. Aí nasceu “Uma vez, nada mais”, uma peça onde todo este
processo de pesquisa e convivência artística pode ser testemunhado com deleite pelo público.
Ficha técnica:
Roteiro: Aicah Marques, Maria Menezes e Hebe Alves / Direção: Hebe Alves / Cenário e figurino: Zuarte Junior
Iluminação: Fabio Espírito Santo e Fernanda Mascarenhas / Trilha sonora: Marie Thauront / Locução: Antonio Carlos Nunes
Elenco: Aicha Marques e Maria Menezes / Produção: Carambola Comunicação e Eventos / Duração do espetáculo: 55 minutos
Mritak – a comédia da vida Cia. Teatro di Stravaganza (RS)
Local: Parque Farroupilha em frente à cancha de
bocha
Horário: 11h
Sinopse: conta a história de Lal Bihari, um indiano que, ao
descobrir-se morto nos registros oficiais, tenta por 19 anos provar
que está vivo, através dos métodos mais extravagantes. Tenta ser
preso, concorre a eleições, processa pessoas e, ao conhecer outros “mortos” como ele, funda a Associação das Pessoas Mortas. Agitador
incansável, adiciona ao seu nome a palavra “mritak” – que significa “morto” em hindu” – e chega mesmo a organizar um funeral dele
e de seu grupo, até que enfim o governo toma providências para
terminar com a desconfortável situação e o nome de Lal Bihari é
resgatado do além. É um espetáculo baseado, fundamentalmente,
no trabalho de ator. Em cena, três atores que transitam por técnicas
tão diversas quanto à mímica, clown, jogo de máscaras, storyteller,
commedia dell’arte, manipulação de objetos e bonecos: Janaina
Pelizzon, Rodrigo Mello e Duda Cardoso. A direção é de Adriane
Mottola, numa produção da Cia. Stravaganza, grupo teatral com 23
anos de vida e 106 prêmios em sua carreira artística.
O grupo: a Cia. de Teatro Di Stravaganza surgiu em 1988, pelas mãos
de Luiz Henrique Palese e Adriane Mottola, verdadeiros fundadores da
companhia, e com a colaboração de Cacá Corrêa. O primeiro espetáculo
encenado foi o premiado “Shandar e o Feitiço de Mungo”, trabalho infantil
ousado para os padrões da época. A marca e o estilo estiveram presentes
em todos os espetáculos da companhia, mas foi com a montagem de
“Decameron” (1993) que o Stravaganza foi projetado na cena nacional
e internacional. Assim, Adriane e Palese direcionaram o trabalho da
companhia à experimentação de diversas técnicas de atuação, sempre
visando a comunicação direta com a plateia. Com 23 anos de atividades e
uma sede própria, a Cia. Stravaganza coleciona mais de cem premiações,
com um currículo de 22 espetáculos teatrais, sendo “A Comédia dos Erros”
(Shakespeare) e “Ópera Monstra” os mais recentes.
Ficha técnica:
Texto: Luiz Henrique Palese / Direção: Adriane Mottola / Elenco:
Janaina Pelizzon, Duda Cardoso, Rodrigo Mello / Figurino: Duda
Cardoso / Direção Musical e Preparação Vocal: Luiz André da Silva
Trilha Sonora Original: Luiz André da Silva e Rodrigo Mello /
Preparação Corporal: Janaina Pelizzon / Produção: Cia. Teatro di
Stravaganza / Duração do espetáculo: 60min / Gênero: teatro de
rua / Classificação etária: livre
www.ciastravaganza.com.br
O julgamento do macaco Grupo SESC-DF de Pesquisa Cênica (DF)
Local: Sala Álvaro Moreyra
Horário: 20h
Sinopse: baseada em fatos reais, a peça conta a estória de um
Professor que, em 1925, nos Estados Unidos, desafia uma lei que
proibia o ensino da Teoria da Evolução. O Professor Cates infringe
a Lei querendo abrir o debate para a sociedade americana sobre a
liberdade de expressão. Brady, candidato à Presidência da República
dos Estados Unidos, assume a Promotoria, fazendo do caso um
exemplo e buscando autopromoção. O mais famoso e competente
advogado agnóstico da época, Henry Drummund, assume a Defesa,
custeado pelo Jornal Baltimore Herald, que envia seu jornalista
mais ácido e notório crítico, para cobrir o caso. Um cidadão busca
liberdade de expressão: ele deseja ensinar ciências em uma aula de
ciências.
O grupo: criado com o intuito de realizar pesquisa de linguagem naárea de teatro, circo, dança, performance e encenação para áudio visual, o
Grupo SESC de Pesquisa Cênica, mantido pelo SESC-DF desde 2009, vem
estimulando o surgimento de novas formas de leitura das artes Cênicas
sem deixar de lado as já existentes, levando ao conhecimento do maior
número de pessoas possível, obras da dramaturgia própria, brasileira e
internacional. Já tendo em seu repertório as montagens de “O Rei da Vela”
de Oswald de Andrade e “O Julgamento do Macaco” cujo roteiro, baseado
em fatos reais, foi desenvolvido pelo próprio Grupo. Neste momento
o Grupo SESC de Pesquisa Cênica está desenvolvendo a montagem da
comédia teatral “A infidelidade ao Alcance de Todos” de Lauro Cesar Munis,
com estreia prevista para maio de 2011 e a pesquisa sobre a obra de Alfred
Hitchcock para montagem no próximo semestre.
Ficha técnica:
Roteiro e adaptação: Grupo SESC-DF de Pesquisa Cênica / Direção:
Rogero Torquato / Elenco: Alaôr Rosa, Alex de Castro, Georgia
Nascimento, Guto Viscardi, Humberto Pedrancini, Reinaldo Vieira,
Roustang Carrilho e Samuel Cerkvenik. / Cenografia: Chico Junior
e Vera Dantas / Figurinos: Roustang Carrilho / Iluminação: Dalton
Camargo / Trilha sonora: Juliano Goulart / Produção: Nalva
Sysnandes / Duração do espetáculo: 75min / Gênero: teatro adulto
Trilhas Sonoras de amor perdidas Sutil Companhia (PR)
Local: Theatro São Pedro
Horário: 21h
Sinopse: a maioria das fitas gravadas se transformaram em CDs, que se transformaram em Playlists. A tecnologia muda, mas o espírito é
o mesmo. É uma necessidade humana fundamental passar canções adiante e não importa como a tecnologia evolua, a música continua em
movimento. O herói da nossa história é dono de uma coluna no jornal e de um programa de rádio. Sua aventura é tentar resgatar trilhas sonoras
de amor perdidas. Mixtapes, fitas gravadas, acompanhadas ou não de cartas de amor. Salvá-las do limbo do esquecimento e incentivar a criação
de outras trilhas. Quando eles se encontram, não há nada em comum, exceto que os dois amam música. Uma canção do Velvet Underground
começa a tocar. Garoto e garota falam sobre a música. Ele grava uma fita com suas músicas favoritas para ela. E então começa. Segunda parte da
Trilogia Som & Fúria, iniciada em 2000 com a arrebatadora “A Vida é Cheia de Som e Fúria”.
O grupo: Felipe Hirsch e Guilherme Weber fundaram, em 1993, a Sutil Companhia de Teatro, que coleciona mais de 100 prêmios e indicações nos quinze anos
de existência. A Sutil Companhia de Teatro realizou temporadas de sucesso nos melhores teatros brasileiros, nas principais cidades do país.
Ficha técnica:
Criação: Sutil Companhia sobre as histórias de Thurston Moore, Kim Gordon, Lee Ranaldo, Steve Shelley, Dean Wareham, Dan Graham, John
Zorn, Jim O` Rourke, Elizabeth Peyton, Arthur Jones, Jason Bitner, Rob Sheffield, Raymond Pettitbon, Greil Marcus, David Shields, Lou Reed, Giles
Smith, amigos próximos e outros diversos relatos / Produção e realização: Sutil Companhia de Teatro
Direção geral: Felipe Hirsch / Elenco: Guilherme Weber e Natália Lage / Codireção: Murilo Hauser / Cenografia: Daniela Thomas e Valdy Lopes /
Iluminação: Beto Bruel / Figurinos: Veronica Julian
Trilha sonora pesquisada: Felipe Hirsch / Assistência e operação de iluminação e vídeo: Sarah Salgado / Tradução do material original
de pesquisa: Ursula e Erica Migon / Assessoria de imprensa: Vanessa Cardoso – Factoria / Design gráfico: Maria Andrade / Assistente de
produção: Bruno Girello / Produção executiva: Marcelo Contin / Coprodução: Leandro Knopfholz – Parnaxx / Duração do espetáculo: 180 min /
Gênero: drama/comédia / Classificação etária: 14 anos