Oficina: Introdução ao treinamento da Biomecânica de Meyerhold
Local: Cia de Arte - 6º andar
Horário: 14 às 19h
Ministrante: Gennadi Bogdanov (Rússia)
Os princípios fundamentais da construção da ação teatral com base nos princípios biomecânicos. Os elementos dos estudos clássicos da
Biomecânica teatral de Meyerhold.
Gennadi Bogdanov formou-se como ator no GITIS (Moscow State Academy) em 1972. Estudou intensamente durante quatro anos, o
sistema de Biomecânica Teatral de Meyerhold com o mestre Nikolai Kustov, ator e instrutor do teatro de Meyerhold até a morte do
grande diretor russo. Trabalhou também por 20 anos no teatro Sátira de Moscou, na qual participou de diversos espetáculos, realizando
inúmeras temporadas em torno da União Soviética, Europa e Ásia. Atuou também em diversos filmes como dublê. Durante vários anos,
Gennadi dedicou-se ao Rati (GITIS), atuando como professor, sendo um dos fundadores da escola internacional de Biomecânica. Desde
1992, Bogdanov colabora com universidades e diversos centros teatrais em países como Áustria, Austrália, Brasil, Bélgica, Holanda,
Canadá, Dinamarca, França, País de Gales, Alemanha, Inglaterra, Itália, Países Baixos, Polônia, Singapura, Espanha, Suécia, Suíça e EUA,
ministrando cursos, demonstrações técnicas e apresentando seus espetáculos, sendo um dos mais destacados mestres, descendente
direto da Biomecânica Teatral de Meyerhold. É mestre-colaborador do ISTA (Escola Internacional de Antropologia Teatral), dirigido por
Eugenio Barba desde 96. Foi diretor artístico da Escola Internacional de Biomecânica no Centrum Mime Berlim. Atualmente, na Itália,
atua como diretor pedagógico e artístico do Centro Internacional de Biomecânica Teatral de Meyerhold, em Perugia, ministrando os
cursos de formação especializada.
R&J Shakespeare –
juventude interrompida Direção de João Fonseca (RJ)
Local: Sala Álvaro Moreyra
Horário: 20h
Sinopse: a história de Romeu e Julieta perdura há quatro séculos
como objeto de fascínio. Mas a ousadia de um espetáculo chamou
a atenção no circuito londrino e também no Off-Broadway. Ao
reencenar o clássico através de quatro alunos de um colégio interno
na Inglaterra dos anos 80, o autor Joe Calarco arrebatou a crítica e os
mais importantes prêmios da temporada. O ponto de partida é um
intervalo da tediosa vida escolar, onde quatro estudantes se deparam
com a obra. Sem se dar conta, eles começam a “viver” todos os diálogos
do clássico. Sem trocas de roupas ou de cenário, o drama se desenrola
através do jogo cênico proposto, com a “peça dentro da peça” e a
investigação teatral através de uma obra desconstruída que se torna
uma fonte inesgotável de possibilidades cênicas.
O grupo: o processo de montagem de “R&J de Shakespeare – Juventude
Interrompida” iniciou-se com a compra dos direitos da peça em 2009 por Pablo
Sanabio e Felipe Lima, idealizadores do projeto. João Fonseca foi o diretor
escolhido para a encenação. Em seguida, a Turbilhão de Ideias associou-se ao
projeto. Geraldo Carneiro foi chamado para traduzir a adaptação de Joe Calarco
sobre o original Romeu e Julieta, de Shakespeare. Por duas semanas, foram
feitas leituras para selecionarmos um dos integrantes do elenco. O processo
de ensaios durou 45 dias, até a estreia da peça, no Teatro de Arena do Espaço
SESC, no Rio de Janeiro. Foi alcançado enorme sucesso de público e crítica. Dois
dias após o término desta temporada, o grupo reestreou no Teatro Glaucio Gil,
onde seguiu o imenso sucesso de público, gerando grande expectativa para a
temporada iniciada no dia 18/03 no Teatro Carlos Gomes.
Ficha técnica:
Texto: Joe Calarco / Tradução: Geraldo Carneiro / Direção: João
Fonseca / Elenco: João Gabriel Vasconcellos, Rodrigo Pandolfo, Pablo
Sanábio e Felipe Lima / Cenário: Nello Marrese / Figurinos: Ruy Cortez /
Iluminação: Luiz Paulo Nenen / Trilha sonora: João Bittencourt e André
Aquino / Produção: Turbilhão de Ideias / Duração do espetáculo: 60
min / Gênero: teatro adulto / Classificação etária: 16 anos
Felizes para Sempre Físico de Teatro (RJ) Local: Teatro Sesc Centro
Horário: 19h
Sinopse: composta por três textos curtos, a peça retrata
os fatos da vida conjugal de três casais, com a característica
comum de pertencerem ao ciclo “espetacular” do cotidiano
matrimonial regado a insultos, violência, alfinetadas e a
eternas “perspectivas” de um futuro feliz. Os textos: “O rei do
amor está morto”, “Speak Easy” e “Sweet Emily” - comunicamse
com o público por falar de situações, propor sensações
e acima de tudo, mostrar uma visão sobre a realidade de
parceiros que dividem o mesmo espaço, desgastados pela
intimidade amorosa e pela frustração de uma vida.
O grupo: o grupo Físico de Teatro foi fundado em 2007, com o intuito de
buscar uma identidade artística, intensificando a pesquisa de linguagem
e a produção teatral. Valoriza a produção de grupos teatrais, fomenta o
intercâmbio de ideias e reúne uma equipe com profissionais de diferentes áreas de atuação artística, estimulando a educação, a produção cultural e o
desenvolvimento social.
Ficha técnica:
Texto: Mário Bortolotto / Concepção e Direção: Renato Livera
Atuação: Camila Gama e Renato Livera / Produção: Andreza
Bittencourt / Classificação etária: 16 anos / Gênero: Teatro
adulto
Uma vez, nada mai s Direção Hebe Alves (BA)
Local: Teatro de Câmara Túlio Piva
Horário: 20h
Sinopse: o espetáculo discorre sobre o mundo feminino, suas intimidades, seus sentimentos e dúvidas diante do amor. A dramaturgia
apresenta a visão da mulher “realizada” que, supostamente encontrou “o amor”, em contraponto como desespero da espera não
preenchida vivida pela outra personagem da trama que, deprimida, sozinha, se refugia em seu trabalho e se apóia na amizade de uma “felizarda” cliente para esquecer que foi abandonada.
O grupo: em 1990, Aícha Marques e Maria Menezes iniciaram suas trajetórias de atrizes no VI Curso Livre de Teatro da UFBA, sob direção de Hebe
Alves. Este curso tinha duração de um ano e terminava com a montagem de um espetáculo. Durante todo o ano os alunos passavam por diversos
tipos de experimentações e modalidades artísticas, com orientação de atuantes profissionais do teatro baiano, abrangendo desde a improvisação
até conceitos mais sofisticados de dramaturgia; da consciência corporal ao uso criativo do movimento; da percepção espacial à utilização inteligente
do espaço cênico. Ao final do curso, a diretora convidou alguns alunos para continuarem o processo de experimentação e pesquisa, aprofundando
e sistematizando as descobertas e conquistas artísticas alcançadas durante um ano de curso. Aí nascia o grupo Cereus, do qual Aícha e Maria
foram integrantes. Trabalhando com um número menor de atores que se identificavam fortemente com seu processo artístico, Hebe investiu com
profundidade na experimentação e na criação de linguagens e códigos corporais. Uma das técnicas trabalhadas era a variação rítmica do movimento,
onde os atores executavam a mesma sequência, diminuindo ou aumentando a velocidade de execução. Era o que ela chamava de “câmera lenta” e “câmera rápida”. Com a prática deste exercício, o grupo percebeu que a “câmera rápida” executada especialmente com precisão por Aícha, remetia
claramente à movimentação do cinema mudo. E tinha um resultado cênico encantador. Depois de seis anos e três espetáculos, o grupo se desfez, mas
o conhecimento adquirido ficou no corpo e na mente dos atores. Aícha e Maria criaram duas performances utilizando a linguagem corporal da “câmera
rápida”, e tiveram sempre uma reação de alegre surpresa do público, que identificava a movimentação das atrizes com o ícone do cinema mudo, Charles
Chaplin. Nove anos depois do início de tudo, em 2009, Aícha, Maria e Hebe se reuniram para fazer uma peça utilizando o código corporal do cinema
mudo, dentro da estética dos filmes da época. Aí tiveram o resultado cênico completo da utilização da linguagem física pesquisada e experimentada
todos estes anos, dentro da ambientação cenográfica, musical e de vestuário do cinema mudo. Aí nasceu “Uma vez, nada mais”, uma peça onde todo este
processo de pesquisa e convivência artística pode ser testemunhado com deleite pelo público.
Ficha técnica:
Roteiro: Aicah Marques, Maria Menezes e Hebe Alves / Direção: Hebe Alves / Cenário e figurino: Zuarte Junior
Iluminação: Fabio Espírito Santo e Fernanda Mascarenhas / Trilha sonora: Marie Thauront / Locução: Antonio Carlos Nunes
Elenco: Aicha Marques e Maria Menezes / Produção: Carambola Comunicação e Eventos / Duração do espetáculo: 55 minutos