Evangelho segundo
São Mateus Grupo Delírio (PR)
Local: Teatro de Câmara Túlio Piva
Horário: 20h
Sinopse: a história acontece nos tempos atuais e nada tem de
religiosa. A partir do acontecimento dramático do desaparecimento
de um filho e seu hipotético retorno à casa dos pais, depois de um
longo período, mãe, namorada, irmão e pai iniciam uma investigação
emocional e psicológica pelos caminhos percorridos pelo rapaz em
sua longa ausência. Este rápido conflito familiar é o ponto de partida
para uma longa reflexão sobre a condição humana, no que ela tem
de bela, doce, engraçada, cruel e trágica. O Evangelho de Mateus
surge então como PALAVRA utilizada para discorrer sobre o homem
e seus descaminhos. Mateus, o filho que retorna, é um segredo a ser
desvendado pelo público. Os personagens dialogam abertamente
com a plateia sobre suas expectativas, medos, ansiedades e desejos.
Refletem – no mesmo instante em que tentam viver seus personagens
diante de um público curioso – sobre a própria condição de atores
tendo que representar um drama, nem sempre agradável, diante
de um público nem sempre receptivo. Um exercício de radicalidade
dramatúrgica e rompimento dos padrões naturais de interpretação.
Quem é Mateus, além de um personagem desaparecido?
O grupo: o Grupo Delírio Cia. de Teatro é uma das companhias mais atuantes
de Curitiba e está em atividade há 27 anos. Neste período, produziu 23 (vinte
e três) espetáculos, todos dirigidos por Edson Bueno; grande parte deles
premiados e de grande sucesso como “New York Por Will Eisner”, “Lágrimas
Puras em Olhos Pornográficos”, “Metamorphosis” e “O Evangelho Segundo São
Mateus”. Prestou ainda serviços a instituições como o Centro Cultural Teatro
Guaira, Instituto Goethe, Fundação Cultural de Curitiba, SESI - PR e Centro
Cultural Banco do Brasil, para encenações e produções de grande importância
e sucesso, onde, além das necessidades comerciais, o respeito pela linguagem
e a paixão pelo mundo das ideias e pela capacidade do teatro de refletir sobre
a vida e iluminar o espírito sempre estiveram presentes. A essência de sua
pesquisa teatral é a utilização da palavra como linguagem e comunicação
direta com a plateia, indo além da ilusão da cena teatral.
Ficha técnica:
Texto e direção: Edson Bueno / Elenco: Regina Bastos, Luiz Carlos
Pazello, Marcelo Rodrigues, Janja, Diego Marchioro / Iluminação:
Beto Bruel / Cenário: Gelson Amaral / Figurinos: Áldice Amaral /
Sonoplastia: Marco Novack / Direção de produção: Tânia Araujo
e Diego Marchioro / Assistência de cenário: Diego Marchioro /
Classificação etária: livre / Gênero: adulto comédia-drama
Duração: 70min
R&J Shakespeare –
juventude interrompida Direção de João Fonseca (RJ)
Local: Sala Álvaro Moreyra
Horário: 20h
Sinopse: a história de Romeu e Julieta perdura há quatro séculos
como objeto de fascínio. Mas a ousadia de um espetáculo chamou
a atenção no circuito londrino e também no Off-Broadway. Ao
reencenar o clássico através de quatro alunos de um colégio interno
na Inglaterra dos anos 80, o autor Joe Calarco arrebatou a crítica e os
mais importantes prêmios da temporada. O ponto de partida é um
intervalo da tediosa vida escolar, onde quatro estudantes se deparam
com a obra. Sem se dar conta, eles começam a “viver” todos os diálogos
do clássico. Sem trocas de roupas ou de cenário, o drama se desenrola
através do jogo cênico proposto, com a “peça dentro da peça” e a
investigação teatral através de uma obra desconstruída que se torna
uma fonte inesgotável de possibilidades cênicas.
O grupo: o processo de montagem de “R&J de Shakespeare – Juventude
Interrompida” iniciou-se com a compra dos direitos da peça em 2009 por Pablo
Sanabio e Felipe Lima, idealizadores do projeto. João Fonseca foi o diretor
escolhido para a encenação. Em seguida, a Turbilhão de Ideias associou-se ao
projeto. Geraldo Carneiro foi chamado para traduzir a adaptação de Joe Calarco
sobre o original Romeu e Julieta, de Shakespeare. Por duas semanas, foram
feitas leituras para selecionarmos um dos integrantes do elenco. O processo
de ensaios durou 45 dias, até a estreia da peça, no Teatro de Arena do Espaço
SESC, no Rio de Janeiro. Foi alcançado enorme sucesso de público e crítica. Dois
dias após o término desta temporada, o grupo reestreou no Teatro Glaucio Gil,
onde seguiu o imenso sucesso de público, gerando grande expectativa para a
temporada iniciada no dia 18/03 no Teatro Carlos Gomes.
Ficha técnica:
Texto: Joe Calarco / Tradução: Geraldo Carneiro / Direção: João
Fonseca / Elenco: João Gabriel Vasconcellos, Rodrigo Pandolfo, Pablo
Sanábio e Felipe Lima / Cenário: Nello Marrese / Figurinos: Ruy Cortez /
Iluminação: Luiz Paulo Nenen / Trilha sonora: João Bittencourt e André
Aquino / Produção: Turbilhão de Ideias / Duração do espetáculo: 60
min / Gênero: teatro adulto / Classificação etária: 16 anos
Savana Glacial Físico de Teatro (RJ)
Local: Teatro Sesc Centro
Horário: 19h
Sinopse: Savana Glacial se fragmenta como a mente da
personagem Meg, que sofre de perda de memória recente, isolada
em seu apartamento com o marido, o escritor Michel. A vizinha
Agatha invade a privacidade do casal, criando um jogo de verdades
e mentiras, ficção e realidade. A trama envolve ainda um quarto
personagem, o motoqueiro Nuno, uma espécie de elo com a
realidade, escancarando uma obra aberta com referências à edição
cinematográfica, promovendo fusões que desafiam as certezas e as
incertezas do que se vê ou se vive.
O grupo: o grupo Físico de Teatro foi fundado em 2007, com o intuito de
buscar uma identidade artística, intensificando a pesquisa de linguagem
e a produção teatral. Valoriza a produção de grupos teatrais, fomenta o
intercâmbio de ideias e reúne uma equipe com profissionais de diferentes áreas de atuação artística, estimulando a educação, a produção cultural e o
desenvolvimento social.
Ficha técnica:
Idealização: Camila Gama e Renato Livera / Texto: Jô Bilac
Direção: Renato Carrera / Elenco: Andreza Bittencourt, Camila
Gama, Diogo Cardoso e Renato Livera. /Iluminação: Renato
Machado / Trilha sonora original: Jamba / Direção de movimento:
Lavínia Bizzotto / Cenário: Mariana Ribas / Figurino: Flávio Souza
Texto: Jô Bilac / Classificação etária: 16 anos / Gênero: teatro adulto
Duração: 75 min
*Após o espetáculo a mediação do bate-papo será
com o dramaturgo Jô Bilac (RJ).
Oficina: Introdução ao treinamento da Biomecânica de Meyerhold
Local: Cia de Arte - 6º andar
Horário: 14 às 19h
Ministrante: Gennadi Bogdanov (Rússia)
Os princípios fundamentais da construção da ação teatral com base nos princípios biomecânicos. Os elementos dos estudos clássicos da
Biomecânica teatral de Meyerhold.
Gennadi Bogdanov formou-se como ator no GITIS (Moscow State Academy) em 1972. Estudou intensamente durante quatro anos, o
sistema de Biomecânica Teatral de Meyerhold com o mestre Nikolai Kustov, ator e instrutor do teatro de Meyerhold até a morte do
grande diretor russo. Trabalhou também por 20 anos no teatro Sátira de Moscou, na qual participou de diversos espetáculos, realizando
inúmeras temporadas em torno da União Soviética, Europa e Ásia. Atuou também em diversos filmes como dublê. Durante vários anos,
Gennadi dedicou-se ao Rati (GITIS), atuando como professor, sendo um dos fundadores da escola internacional de Biomecânica. Desde
1992, Bogdanov colabora com universidades e diversos centros teatrais em países como Áustria, Austrália, Brasil, Bélgica, Holanda,
Canadá, Dinamarca, França, País de Gales, Alemanha, Inglaterra, Itália, Países Baixos, Polônia, Singapura, Espanha, Suécia, Suíça e EUA,
ministrando cursos, demonstrações técnicas e apresentando seus espetáculos, sendo um dos mais destacados mestres, descendente
direto da Biomecânica Teatral de Meyerhold. É mestre-colaborador do ISTA (Escola Internacional de Antropologia Teatral), dirigido por
Eugenio Barba desde 96. Foi diretor artístico da Escola Internacional de Biomecânica no Centrum Mime Berlim. Atualmente, na Itália,
atua como diretor pedagógico e artístico do Centro Internacional de Biomecânica Teatral de Meyerhold, em Perugia, ministrando os
cursos de formação especializada.