A galinha degolada Grupo: Persona Cia. de Teatro & Teatro em Trâmite (SC)
Local: Teatro Sesc Centro
Horário: 20h
Sinopse: a peça conta a história do casal Mazzini-Ferraz e seus 4 filhos
“idiotas”. Portadores de uma doença mental incurável, os meninos sofrem
todas as consequências da falta de amor entre os pais. Passado certo tempo,
nasce uma menina, que não é acometida pela mesma doença, mas que acaba
revelando o verdadeiro sentido da falta de cuidado e amor do casal.
O grupo: a parceria entre as duas companhias é fruto de árduo trabalho de quase
10 anos nos quais cada uma trabalhou individualmente. Reconhecidas dentro e fora
do estado de Santa Catarina, a Persona Companhia de Teatro e o Teatro em Trâmite são
a prova real de uma força estética que tem se firmado no compromisso com a poesia
e o trabalho intenso da musicalidade e a interface com a cena. Fora do eixo Rio-São
Paulo, os grupos, desde sua fundação, procuraram estabelecer um ritmo de trabalho
que pudesse atender tanto aos seus anseios estéticos (na busca de novos autores,
dramaturgos, através de descobertas fundamentais como a obra do escritor uruguaio
Horacio Quiroga) como aos anseios pedagógicos (na fundação de uma escola de arte
que é o local de ensaio e ensino para a comunidade). No sul do país, existem poucas
companhias de teatro que se sustentam através da aposta de uma permanência
na linguagem. Com este projeto, as companhias parceiras pretendem se firmar no
cenário nacional e assim continuar a estabelecer vínculos artísticos com os demais
estados brasileiros. O espetáculo A galinha degolada é o trabalho que marca o início da
parceria dos grupos. Ambos possuem carreiras distintas, com espetáculos e pesquisas
que direcionam o olhar estético particular. A partir do encontro, o interesse dos grupos
converge para um lugar comum, de troca de experiências artísticas e intelectuais.
Ficha técnica:
Texto: Horacio Quiroga / Tradução e adaptação: Gláucia Grigolo, Jefferson
Bittencourt / Direção: Jefferson Bittencourt / Elenco: André Francisco, Gláucia
Grigolo, Loren Fischer, Samantha Cohen / Cenário e adereços: Jânio Roberto
de Souza / Figurino: Gláucia Grigolo, Samantha Cohen / Maquiagem: Adriana
Bernardes / Trilha sonora e iluminação: Jefferson Bittencourt / Técnicos:
Jefferson Bittencourt, Lorenzo Souza / Realização: Persona Cia. de Teatro e
Teatro em Trâmite / Classificação etária: 12 anos / Gênero: teatro adulto /
Duração: 45 minutos
O Fio Mágico Mão Molenga Teatro de Bonecos (PE)
Local: Cia. de Arte
Horário: 15h
Sinopse : o Fio Mágico é a história de Gérard, um menino impaciente que recebe o dom de adiantar o tempo manipulando o fio de sua própria vida. Mesmo diante de uma situação fantástica, que aparentemente resolveria seus problemas, o personagem se depara com conflitos entre o bem e o mal, o envelhecimento e a inevitabilidade da morte. A vivência o leva a construir outro olhar sobre o significado da vida. A história mostra que é possível vencer obstáculos e ser bem-sucedido mesmo sem se ter um dom especial. Que a mágica da vida reside em se vivê-la plenamente. Aliada à natureza da trama, a utilização do teatro de animação possibilita que sonho, fantasia e imaginação se misturem, formando uma realidade leve e peculiar. A presença constante da música e o bom-humor do espetáculo facilitam o envolvimento do público com temáticas que poderiam parecer pesadas se fossem feitas de forma naturalista. As ações são narradas por três parcas, personagens da mitologia grega que puxam, tecem e cortam o fio da vida. As narradoras manipulam e contracenam com os bonecos dentro da proposta de potencializar o envolvimento entre espectadores e personagens. O espetáculo é destinado ao público infantil a partir dos sete anos de idade, mas tem agradado ao público de todas as idades.
O grupo : o Mão Molenga Teatro de Bonecos é uma companhia especializada em bonecos e formas animadas, que atua em teatro desde 1986. Nesses 24 anos de atividades ininterruptas, a companhia tem levado sua arte onde é possível, sempre com o desejo de conquistar diferentes públicos e estimular novos artistas a seguirem o mágico ofício de dar vida ao inanimado. Seu espetáculo de estreia foi O Retábulo da Barafunda, apresentado na Galeria Metropolitana de Arte Aloísio Magalhães, atual Mamam. Nele, manipulavam bonecos de boca articulada feitos de espuma e tecido. Nos anos seguintes, o Grupo aprimorou técnicas de confecção e manipulação, diversificando sua produção, utilizando papier maché, couro, madeira e diferentes materiais e acabamentos. Em O Sem Nome, montagem experimental a partir da adaptação livre do texto Coram Populo do sueco August Strindberg (1849-1012), os bonecos foram criados inspirados no universo fantástico do pintor holandês Hieronymus Bosch (1450-1516). Com suas produções mais recentes A Cartola Encantada e Babau, o Mão Molenga chegou a todas as regiões do país desde 2006, através da participação no Palco Giratório, projeto de circulação nacional de espetáculos do SESC e no Festival Sesi Bonecos com apresentações de suas encenações e participação nas campanhas para televisão. Em TV, já são mais de 15 anos de experiência, onde se destaca a participação na campanha de São João do SBT (TV Jornal-Recife), de 1991 a 1996, com historinhas criadas, produzidas e codirigidas pelo grupo. Mais recentemente, entre 1998 e 2001, o Mão Molenga protagonizou com seus bonecos os 30 episódios da Série 5 Séculos de História, realizada pela Fundação Joaquim Nabuco (MMP) para a TV Escola/MEC, até hoje na programação de TVs públicas e educativas. Integram o Mão Molenga Fábio Caio, ator, aderecista e arte-educador; Marcondes Lima, diretor, ator, cenógrafo, figurinista e professor de Artes Cênicas da UFPE; Carla Denise, jornalista, atriz-manipuladora, roteirista e dramaturga e Fátima Caio, psicóloga, arte-terapeuta e atriz-manipuladora.
Ficha técnica:
Direção cênica/Direção de arte: Marcondes Lima / Autora: Carla Denise / Elenco: Fábio Caio, Marcondes Lima, Fátima Caio
Criação dos bonecos: Marcondes Lima e Fábio Caio. / Execução dos bonecos e adereços: Atelier do Mão Molenga e convidados: Altino
Francisco, Elias Costa e Lucas Torres / Direção musical: Henrique Macedo / Composições: Henrique Macedo e Carla Denise
Confecção de cenários: Atelier do Mão Molenga / Marcenaria: Gustavo Araújo Teixeira / Cenário em 2D: George Cabral / Confecção de
figurino (atores e bonecos): Maria Lima / Programação visual e design de luz: Sávio Uchoa / Operador de luz: Pedro Vilela / Operador de
som: José Neto / Produção: Mão Molenga Teatro de Bonecos / Classificação etária: livre / Gênero: teatro de animação / Duração: 60min
Oficina: Introdução ao treinamento da Biomecânica de Meyerhold
Local: Cia de Arte - 6º andar
Horário: 14 às 19h
Ministrante: Gennadi Bogdanov (Rússia)
Os princípios fundamentais da construção da ação teatral com base nos princípios biomecânicos. Os elementos dos estudos clássicos da
Biomecânica teatral de Meyerhold.
Gennadi Bogdanov formou-se como ator no GITIS (Moscow State Academy) em 1972. Estudou intensamente durante quatro anos, o
sistema de Biomecânica Teatral de Meyerhold com o mestre Nikolai Kustov, ator e instrutor do teatro de Meyerhold até a morte do
grande diretor russo. Trabalhou também por 20 anos no teatro Sátira de Moscou, na qual participou de diversos espetáculos, realizando
inúmeras temporadas em torno da União Soviética, Europa e Ásia. Atuou também em diversos filmes como dublê. Durante vários anos,
Gennadi dedicou-se ao Rati (GITIS), atuando como professor, sendo um dos fundadores da escola internacional de Biomecânica. Desde
1992, Bogdanov colabora com universidades e diversos centros teatrais em países como Áustria, Austrália, Brasil, Bélgica, Holanda,
Canadá, Dinamarca, França, País de Gales, Alemanha, Inglaterra, Itália, Países Baixos, Polônia, Singapura, Espanha, Suécia, Suíça e EUA,
ministrando cursos, demonstrações técnicas e apresentando seus espetáculos, sendo um dos mais destacados mestres, descendente
direto da Biomecânica Teatral de Meyerhold. É mestre-colaborador do ISTA (Escola Internacional de Antropologia Teatral), dirigido por
Eugenio Barba desde 96. Foi diretor artístico da Escola Internacional de Biomecânica no Centrum Mime Berlim. Atualmente, na Itália,
atua como diretor pedagógico e artístico do Centro Internacional de Biomecânica Teatral de Meyerhold, em Perugia, ministrando os
cursos de formação especializada.