ESCAPARATE Erro Grupo (SC)
Local: Rua da Praia em frente ao
Centro Cultural CEE
Erico Verissimo
Horário: 18h
Sinopse: Escaparate, inspirado nas obras de Eduardo Pavlovsky,
Elizabeth Bishop, Eugene Ionesco, Jenny Holzer, Qorpo Santo e
Samuel Beckett, propõe um percurso pela arquitetura urbana,
como um ponto de encontro entre o público e o privado, revelando
a condição de casais que vivem em uma sociedade espetacular.
Escaparate busca questionar ambientes comerciais e virtuais,
pontos de encontro entre o interno e o externo que atuam no
imaginário social na construção de novas formas de viver, sonhar e
de sentir prazer, ligadas ao sistema de consumo.
O grupo: o Erro nasceu no ano de 2001 em Florianópolis SC – Brasil,
a partir do objetivo de seus integrantes de experimentar a arte como
intervenção no cotidiano das pessoas e sua interdisciplinaridade de
conceitos e áreas de linguagem. O grupo, através da construção de
situações, pesquisa a união das linguagens artísticas, o performer, a
invasão do espaço público e a diluição da arte no cotidiano. Nessa prática
situacional, o Erro interfere em fluxos cotidianos, paisagens urbanas e meios
de comunicação. Ao longo de sua pesquisa o Erro Grupo foi contemplado
pelo Prêmio Elizabete Anderle 2009 da Fundação de Catarinense de
Cultura, Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, em 2006 e 2007, para
a montagem dos espetáculos Desvio (2006), Enfim Um Líder (2007) e
Escaparate (2008), pelo Prêmio Interferências Urbanas 2008, do Governo
do Estado do Rio de Janeiro, com a obra Segredo: A Arte de Manobrar
2008 e pelo Prêmio Franklin Cascaes de Cultura 2008. Além disso, destacase
a participação do Erro Grupo no projeto Palco Giratório 2004 do SESC
Nacional, no Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto (em
2005 e 2007), no Riocenacontemporanea 2007, no projeto EmCena Catarina
2003 do Sesc-SC, na programação da galeria La Peña em Austin, Texas, no
6º Encuentro Corpolíticas en las Américas em Buenos Aires, em 2007 e no 7º
Encuentro Ciudadanias en Escena em Bogotá, em 2009, ambos encontros
organizados pelo Hemispheric Institute of Politics and Performance (New
York University). Atualmente o grupo foi contemplado pelo edital Petrobras
Cultural que subsidiará o trabalho do grupo de abril de 2010 a abril de 2012.
Ficha técnica:
Direção: Pedro Bennaton / Dramaturgia: Luana Raiter e Pedro
Bennaton / Atores: Luana Raiter e Luiz Henrique Cudo /
Performers: Paula Felitto, Amanda Gartner, Michel Marques e Isaac
Varzim / Sonoplastia: Rodrigo Oliveira / Produção: Luana Raiter e
Julia Amaral / Classificação etária: 14 anos / Gênero: teatro de rua /
Duração: 40 min / Endereço virtual: www.errogrupo.com.br
Hotel Fuck – Num
dia quente a
maionese pode te
matar Santa Estação Cia de
Teatro (RS)
Local: Estacionamento da Usina do Gasômetro
Horário: 20h
Sinopse: existe uma piada entre a escória que diz que se Lúcifer tivesse que transferir o inferno para uma nova sede, ele certamente
escolheria o Hotel Fuck. Um psicopata que decide parar de matar; uma prostituta frustrada com sua imortalidade; uma “bonequinha” sem
mão em busca de vingança; um detetive durão que não passa de um ex-ator aprisionado em seu personagem; uma diretora fetichista e
dominadora à procura do seu próximo roteiro; uma diva pornô excêntrica, egoísta e radicalmente egocêntrica; um transexual dividido
pela culpa; uma revelação mística trazida por Leatherface; um pôster do James Dean; um vestido da Marilyn Monroe. Garotões que amam
suas Magnum 44, corações partidos, sexo e sangue... muito sangue. Onde? No Hotel Fuck, baby. Episódio 1- “Cavando a porta do inferno”,
Episódio 2 - “Uma temporada no paraíso”, Episódio 3 - “Eles atiram em lobos” . Financiamento Fumproarte e Funarte/Prêmio Myriam Muniz.
O grupo: a Santa Estação Cia de Teatro, fundada em 2003, estabeleceu um trabalho continuado de criação e produção artística a partir de
processos colaborativos, percebendo o teatro com um espaço da experiência e do encontro. A companhia ao desenvolver uma pesquisa sustentada
em improvisações físicas e pensando o corpo como um lugar de escrita, produziu espetáculos como Parada 400: convém tirar os sapatos (Prêmio
Açorianos de Direção), A Tempestade e os mistérios da ilha (12 prêmios de teatro), Lipstick Station e Hotel Fuck: num dia quente a maionese pode te
matar. Desempenha, desde 2005, atividades de gestação e fomento ao integrar o projeto Usina das Artes da Usina do Gasômetro, o qual é referência na
ocupação e gerenciamento coletivizado de espaços públicos.
Ficha técnica:
Direção: Jezebel De Carli / Texto: Diones Camargo / Elenco: Ana Carolina Moreno, Denis Gosch, Jeffie Lopes, Gabriela Greco, Larissa
Sanguiné, Luciana Rossi, Rafael Guerra / Cenário, confecção do boneco e adereços: Juliano Rossi / Arte gráfica do cenário: Maria Elisabete
/ Figurino: Fabrízio Rodrigues / Iluminação: Nara Maia / Direção de vídeos: Bruno Goularte Barreto / Desenho de som e edição de áudio: Pedro Petracco / Trilha sonora pesquisada: Jezebel De Carli, Larissa Sanguiné, Diones Camargo e Jeffie Lopes / Técnico em efeitos
especiais: Ricardo Ghiorzi / Produção: Santa Estação Cia de Teatro e Marcinhò Zola / Gênero: teatro adulto / Duração: 90min
Ikiru – Réquiem para Pina Bausch Tadashi Endo (Japão)
Local: Teatro Sesc Centro
Horário: 20h
Sinopse: Ikiru é um réquiem para Pina Bausch. Nesta performance Tadashi Endo responde suas questões criativas unindo de maneira
muito particular referências do Butoh-MA e da Dança Teatro. Em Ikiru o bailarino japonês celebra a brevidade da vida e homenageia
seus mestres mortos. Criado em 2009, a performance foi apresentada parcialmente em Berlim e Barcelona. Sua primeira versão
completa estreou em Campinas. A dança de Tadashi Endo expressa a tensão entre ying e yang, masculino e feminino, e o movimento
eterno entre ambos. A base de sua dança é o Butoh-Ma - o estar entre. Através de um mínimo de movimento ele alcança o máximo de
tensões, sensações e emoções, e, dessa forma, seu trabalho consegue ser uma síntese entre teatro, performance, improvisação e dança.
O grupo: Tadashi Endo (Japão) é Bailarino de Butoh, coreógrafo, diretor do “MAMU – Butoh Center” e diretor artístico do festival “MAMU
International Butoh festival” em Göttingen Alemanha. Reúne em seu fazer artístico a sabedoria das tradições da dança e do teatro,
Ocidental e Oriental, construindo um trabalho único e extremamente pessoal.
O artista: iniciou seus estudos teatrais pelas formas tradicionais do teatro japonês - o Noh e o Kabuki - e posteriormente aprofundou-se no
teatro ocidental, realizando estudos como diretor no Seminário Max Reinhardt em Viena. Depois de ter viajado como artista solo por toda a Europa,
apresentando-se junto a famosos músicos de jazz, ele conheceu, em 1989, Kazuo Ohno (criador do Butoh no Japão juntamente com Tatsumi Hijikata). A
partir de então, os dois desenvolveram uma relação de estreita colaboração que se tornou a base para seu trabalho criativo atual. Seus solos incluem os
espetáculos: MA, SYNAPSIS, KARA DA KARA, TASOGARE, ONE-NINE-FOUR SEVEN e atualmente se dedica a seu novo solo chamado IKIRU, sendo esse uma
performance improvisacional em homenagem à Pina Basch. Desde 2002 desenvolve uma relação afetiva e criativa com o Brasil, tendo atualmente como
principais parceiros o LUME Teatro e a Périplo Produções. Dirigiu e coreografou os espetáculos SHI-ZEN, 7 Cuias, SOPRO e VOCÊ do LUME Teatro e realizou
workshops e apresentações em diversas cidades brasileiras. Em 2008 e 2009 participou e fez a preparação de dança do filme Hanami-Cerejeiras em Flor, e
coreografou a ópera Admeto de Georg Friedrich Handel, ambos sob direção da cineasta Dóris Dörrie.
Ficha técnica:
Atuação: Tadashi Endo / Produção: Pedro de Freitas / Périplo Produções / Classificação etária: 14 anos / Gênero: dança / butô
Duração: 45 min